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França/Germanwings

Investigadores encontram a segunda caixa-preta do A320 da Germanwings

Equipes de resgate trabalham na recuperação dos restos do avião da Germanwings nos Alpes franceses.
Equipes de resgate trabalham na recuperação dos restos do avião da Germanwings nos Alpes franceses. REUTERS/French Interior
Texto por: RFI
3 min

O procurador de Marselha, Brice Robin, anunciou nesta quinta-feira (2) que a segunda caixa-preta do A320 da Germanwings foi encontrada no local do acidente. O equipamento, conhecido na aeronáutica pela sigla FDR, de Flight Data Recorder, contém dados técnicos e parâmetros do voo.

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A outra caixa-preta com as gravações das conversas entre os pilotos (Cockpit Voice Recorder, CVR), tinha sido localizada no dia 24 de março, poucas horas depois da queda do avião. O procurador não disse se a segunda caixa-preta do Airbus está em bom estado. Ele vai dar uma entrevista com esclarecimentos para a imprensa às 18h no horário local, 13h em Brasília.

A leitura da primeira caixa-preta revelou que o copiloto Andreas Lubitz pode ter derrubado o avião.

Copiloto pesquisou sobre suicídio e bloqueio de portas na internet

Hoje, promotores alemães revelaram que, na véspera do acidente, Lubitz tinha feito pesquisas na internet sobre suicídio, portas blindadas dos cockpit, medidas de segurança nos aviões e tratamentos médicos. No tablet do copiloto, que os policiais apreenderam na semana passada, eles conseguiram resgatar as pesquisas feitas por ele entre os dias 16 e 23 de março, ou seja, um dia antes da tragédia. O Ministério Público alemão não especificou para que tipo de doença ele pesquisou tratamento.

Na segunda-feira, o Ministério Público de Dusseldorf já havia declarado que Lubitz tinha feito terapia por sofrer de depressão e ter tido, no passado, tendências suicidas. Recentemente, ele estava sendo acompanhado por médicos de uma clínica de Dusseldorf, que prescreveram várias licenças médicas, inclusive para a data do acidente. O copiloto escondeu seus problemas dos colegas e rasgou as ordens de interrupção do trabalho.

A Lufthansa, que em um primeiro momento negou ter conhecimento da depressão do copiloto, informou ter entregue à justiça alemã "documentos adicionais" confirmando que Lubitz tinha comunicado à escola de pilotagem que havia passado por um grave depressão em 2009.

O jornal alemão Bild, que apesar de sensacionalista fez várias revelações em primeira mão sobre o acidente, disse hoje que Lubitz teria mentido para seus médicos. Ele teria dito que estava cumprindo a sua licença médica, quando, na verdade, ele continuava a trabalhar.

Documentos recolhidos pelos investigadores também revelam, segundo o jornal, que Lubitz teria se envolvido em um acidente de carro no ano passado. Esse acidente seria, inclusive, a causa dos seus supostos problemas de visão.

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