França/Quênia

Após protestos nas redes sociais, Paris tem duas manifestações de solidariedade ao Quênia

Imagem da convocação para a manifestação de apoio do Quênia.
Imagem da convocação para a manifestação de apoio do Quênia. Active Generation

A indiferença da comunidade internacional ao massacre na Universidade de Garissa continua causando protestos nas redes sociais. Internautas estão revoltados com o fato de que os atentados de janeiro em Paris conseguiram mobilizar 50 chefes de Estado e de governo, além de 4 milhões de pessoas nas ruas da capital francesa, enquanto a morte de 148 pessoas no Quênia, a maioria estudantes, recebe pouca atenção dos governos.

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Pelo segundo dia consecutivo, movimentos da sociedade civil promovem manifestações de apoio aos quenianos em Paris. O coletivo internacional Active Generation convocou uma passeata  para esta quarta-feira (8) às 18h, no horário local, na praça da República, de onde partiu o mega desfile de apoio à redação do jornal satírico Charlie Hebdo, no dia 11 de janeiro.

Ontem de manhã, alunos e professores da Sorbonne se reuniram diante da universidade em solidariedade aos estudantes de Garissa. À noite, em Nairóbi, no terceiro e último dia de luto nacional pelo atentado, cerca de 200 estudantes saíram às ruas para denunciar a incapacidade do governo do Quênia de proteger a população e combater o terrorismo.

Em uma reportagem publicada hoje, o jornal francês Libération questiona se existem dois pesos e duas medidas em relação aos atentados de Garissa e Paris. O diário relata que vários hashtags criados no Twitter denunciam essa situação: #147NotJustANumber, #TheyHaveNames e #JeSuisKenyan, uma referência ao slogan Eu Sou Charlie, que correu o mundo.

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