França/manifestações

Milhares participam de protestos na França contra a austeridade

Dia de mobilização nacional em toda a França, convocado por quatro centrais sindicais (CGT, FO, FSU e Solidaires).
Dia de mobilização nacional em toda a França, convocado por quatro centrais sindicais (CGT, FO, FSU e Solidaires). REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Milhares de pessoas invadiram as ruas de Paris nesta quinta-feira (9) para uma marcha nacional contra a austeridade. A manifestação foi convocada pelos quatro maiores sindicatos franceses, com a participação de 800 sindicatos de empresas públicas e privadas. O objetivo é mostrar uma imagem de "força e união", de acordo com os organizadores.

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"Manifestamos contra a austeridade e por políticas alternativas às do governo: aumento dos salários, redução do tempo de trabalho, tudo que possa ajudar a criar mais empregos", declarou o secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Philippe Martinez.

Em Paris, milhares de manifestantes marcharam carregando bandeiras vermelhas. Abrindo o desfile, os líderes dos sindicatos carregavam uma grande faixa com os dizeres "Contra a austeridade, pelos salários, serviços públicos, emprego e proteção social".

Os slogans dos militantes atacavam especialmente o presidente francês, François Hollande, o primeiro-ministro, Manuel Valls, e o ministro da Economia, Emmanuel Macron. "Nenhum apoio a este governo a serviço dos patrões!", gritavam os militantes.

Protestos em outras cidades

Além de Paris, outras das principais cidades francesas também participaram da mobilização. Em Bordeaux, a manifestação contou com a adesão de 10 mil pessoas. Toulouse reuniu 8 mil. Os protestos de Lyon e Marselha contabilizaram 7 mil manifestantes.

Alguns setores também paralisaram as atividades para endossar o movimento. O sindicato dos controladores aéreos cancelou mais da metade dos voos na França. Em Paris, segundo o SNUipp-FSU, o principal sindicato dos professores, 50% dos professores de pré-escolas e escolas primárias fazem greve hoje; 24% em outras cidades. Nos correios, 6,65% do efetivo aderiu ao protesto.

O setor do turismo registra mais paralisações. A torre Eiffel está fechada hoje até às 18h devido à greve dos caixas e dos funcionários que trabalham na recepção. Já o museu Louvre abriu nesta tarde com três horas de atraso, devido a uma manifestação de seus funcionários no local.

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