Terrorismo/França

Suspeito de planejar atentados contra igrejas na França é incriminado

Sid Ahmed Ghlam é suspeito de planejar atentados contra igrejas de Paris.
Sid Ahmed Ghlam é suspeito de planejar atentados contra igrejas de Paris. Reprodução YouTube

Sid Ahmed Ghlam, o estudante argelino de 24 anos, suspeito de ter planejando ataques contra igrejas católicas na região parisiense e de ter assassinado a professora de ginástica Aurélie Châtelain, foi incriminado nesta sexta-feira (24). Segundo seus advogados, o jovem se manteve "sereno" durante o interrogatório e contestou "com vigor" todas as acusações.

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A procuradoria abriu uma investigação e pediu o indiciamento do jovem por diversos crimes, entre eles o de tentativa de assassinato, formação de quadrilha para cometer crimes contra indivíduos e também manter relação com uma organização criminosa. Interrogado por juízes antiterroristas nesta tarde, ele foi incriminado.

Ghlam é o único suspeito da morte da professora de ginástica Aurélie Châtelain, de 32 anos, cujo corpo foi encontrado no domingo (19) em Villejuif, na periferia de Paris, dentro de seu veículo incendiado.

O estudante foi preso no domingo, depois de telefonar ao Samu, alegando ter se ferido a tiros. A polícia foi acionada e, seguindo o rastro de sangue, encontrou um carro com um verdadeiro arsenal no interior, com armas de guerra, armas de fogo, munição e coletes à prova de balas.

Os investigadores também encontraram dados eletrônicos com mensagens decriptadas, trocadas entre o argelino e ao menos uma pessoa na Síria. Deste contato partiu a ordem "explícita", de acordo com a polícia, para que o estudante realizasse um ataque contra uma igreja católica da região parisiense.

O atentado, que não aconteceu, seria realizado em Villejuif, cidade onde Aurélie foi assassinada. A suspeita é de que o argelino tenha tentado roubar o veículo da professora de ginástica para fazer o ataque.

Acusações negadas

Ghlam continua em prisão preventiva e internado em um hospital da região parisiense. De acordo com um de seus advogados, Matthieu de Vallois, o argelino foi interrogado hoje e negou "com vigor" todas as acusações. Durante os cinco dias em que esteve em prisão preventiva, o jovem teria se mostrado disposto a falar, mas hesitante "como se alguém o obrigasse a não dizer nada", indicou uma fonte policial.

Outro advogado do rapaz, Gilles-Jean Portejoie, indicou que Ghlam "está sereno". "Ele se mostrou um pouco quieto, mas aceitou se pronunciar sobre algumas questões e falará sobre outras durante o processo", garantiu.

Emilie L., uma mulher de 25 anos próxima do argelino, foi ouvida na quarta-feira (22) em Saint-Dizier e liberada hoje depois do final de sua prisão provisória, informou o procurador François Molins, em um comunicado. Diante dos policiais, ela quase não falou e negou que o estudante tivesse planos de se refugiar em sua casa depois de realizar o ataque.

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