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França/ polêmica

Depois de prisão de diretores, Uber suspende atividades na França

Thibaud Simphal, diretor-geral do Uber França.
Thibaud Simphal, diretor-geral do Uber França. AFP PHOTO / MIGUEL MEDINA
Texto por: RFI
2 min

O diretor-geral do Uber França anunciou a suspensão do aplicativo UberPOP, pelo qual motoristas se oferecem para transportar pessoas, como se fossem táxis. O serviço, que provocou a fúria dos taxistas franceses, será interrompido no país na noite desta sexta-feira (3).

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Nesta semana, o diretor-geral do Uber na França, Thibaud Simphal, e o diretor da companhia no norte da Europa, Pierre-Dimitri Gore-Coty, chegaram a ser detidos para interrogatório em Paris. Eles foram convocados para uma audiência no dia 30 de setembro, em um processo no qual serão julgados por “prática comercial enganosa, cumplicidade no exercício ilegal da atividade de taxista e organização ilegal de um sistema que coloca em relação clientes com pessoas que exercem a atividade de taxistas”.

Simphal explicou que, acima de tudo, quer preservar a segurança dos motoristas que trabalham pelo Uber. “A segunda razão é que nós desejamos nos colocar em uma posição de apaziguamento, de diálogo com o poder público, e mostrar que nós somos responsáveis”, declarou o diretor.

Premiê comemora, mas pede reformas nos táxis

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, comemorou a decisão da suspensão. “Ela demonstra que a firmeza do governo neste assunto, como em tantos outros, compensa”, declarou o premiê. Valls destacou que o sucesso do Uber na França também deve servir para o país refletir sobre as melhorias nos serviços de táxi. “Os táxis precisam se reformar, ajudar no aumento da atratividade do nosso país.”

Na semana passada, protestos de taxistas em toda a França acabaram em confronto entre a categoria e os motoristas do Uber. Os taxistas exigem que o aplicativo seja proibido.

Apesar de suspensão, o Uber França afirmou que não abandonou o combate. A companhia americana apelou ao Conselho Constitucional francês para uma avaliação sobre a legalidade do serviço. O Uber argumenta que uma lei aprovada pelo governo francês no ano passado contraria a liberdade de empreender. A resposta do conselho deve sair em três meses.

(com informações da AFP)

 

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