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França/Crime

Explosões em parque petroquímico na França têm origem criminosa

Coluna de fumaça ergue-se de reservatório incendiado no sul da França
Coluna de fumaça ergue-se de reservatório incendiado no sul da França Reuters/Philippe Laurenson
Texto por: RFI
3 min

As explosões simultâneas que atingiram um parque petroquímico no sul da França nesta terça-feira (14) têm origem criminosa. A constatação foi anunciada na quarta-feira (15) pelo ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve. "Há uma investigação em curso e os primeiros dados indicam que trata-se de um ato criminoso, cuja motivação ainda não é conhecida", afirmou, diante da Assembleia Nacional.

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De acordo com uma fonte próxima do inquérito, foram encontrados restos de um possível sistema de ignição na região das explosões, perto do aeroporto de Marseille-Marignane e do lago de Berre. Esses elementos foram identificados por membros do Instituto de pesquisa criminal, da polícia nacional e da polícia da região de Marselha, como partes de uma "cadeia pirotécnica". "Eles estavam próximos de um dos reservatórios que pegaram fogo", acrescentou a mesma fonte.

Os investigadores constataram também que uma passagem foi aberta na cerca, também perto de um silo incendiado. Mas eles não encontraram "indícios que levassem a pensar que alguém passou recentemente pela abertura".

Pouco depois da explosão, Bernard Cazeneuve pediu o reforço da vigilância nos parques industriais franceses. "Nenhuma pista foi descartada ou privilegiada", explicou, ainda na terça-feira, o vice-promotor de Aix-en-Provence, Rémy Avon. Mas desde o início, fontes próximas à investigação indicam que a possibilidade de incêndio criminoso é "uma hipótese séria".

O acidente

Por volta da meia noite no horário francês (19h, em Brasília), duas explosões ecoaram na usina do grupo holandês LyondellBasell, próximo do lago de Berre. Elas atingiram dois reservatórios, que pegaram fogo. Um deles, que continha gasolina, teve o fogo controlado ainda na manhã de terça. Ou outro, com 48 mil metros cúbicos de nafta, um derivado líquido de petróleo, queimou até a metade do dia, soltando uma impressionante nuvem de fumaça negra.

Perguntadas sobre uma possível relação entre esse crime e o roubo, no dia 7 de julho, de explosivos e detonadores de um quartel a apenas 30 km dali, as autoridades locais avaliaram que a questão era "pertinente", mas que era cedo demais para estabelecer essa ligação.

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