França/Atentados

França promete resposta "à altura" dos ataques de Paris

La tension est vive au Royaume-Uni après les attentats à Paris, vendredi 13 novembre 2015 (photo d'illustration).
La tension est vive au Royaume-Uni après les attentats à Paris, vendredi 13 novembre 2015 (photo d'illustration). Peter Macdiarmid/Getty Images/AFP
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O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou na noite deste sábado (14) que a França irá responder ao grupo Estado Islâmico "no mesmo nível" dos ataques sofridos. Ele também afirmou que o país "está em guerra" após os atentados desta sexta-feira (13) em Paris e nos arredores do Stade de France.

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Em entrevista à televisão francesa, Manuel Valls confirmou que o governo vai pedir ao Parlamento autorização para continuar os ataques contra os jihadistas na Síria. "A França irá ganhar essa guerra", insistiu.

Valls negou que os serviços de informação falharam na avaliação sobre a ameaça de terrorismo e se referiu a "criminosos muito bem organizados". "Não vai haver trégua para os que atacam os valores da França", afirmou o premiê. 

O chefe de governo também não descartou outras "réplicas" de atentados no país e não descarta prorrogar o estado de emergência da França, em vigor por 12 dias. Para aumentar esse prazo, no entanto, é será necessária a aprovação de uma lei. 

Na mesma entrevista, Valls confirmou a realização da Conferência sobre o Clima da ONU - COP 21 - a partir do dia 30 de novembro em Paris, mesmo considerando que "risco zero não existe" e o nível de ameaça na França se encontra no "mesmo nível de outros países".

Hollande sob pressão

O presidente François Hollande se reúne na manhã deste domingo (15) com o ex-presidente Nicolas Sarkozy e à tarde recebe líderes parlamentares da Asssembleia e do Senado. Os encontros acontecem antes da realização do Congresso de Versalhes, na segunda-feira (16), convocado pelo chefe de Estado para mostrar a unidade do país neste momento crítico.

Logo após ouvir a mensagem de Hollande aos franceses, Sarkozy, líder do partido de oposição de direita, exigiu "inflexões importantes" na política governamental para garantir a segurança máxima dos franceses.

Outros líderes conservadores como os ex-primeiros-ministros François Fillon e Alain Juppé pediram para o executivo francês fazer do grupo Estado Islâmico o "alvo prioritário" na Síria. Fillon exige uma evolução da política externa da França e uma "operação militar forte" contra os jihadistas. 

Juppé defendeu uma hierarquia de prioridades e "eliminar o Daesh", nome árabe do grupo Estado Islâmico. Em tom mais rígido, Marine Le Pen, líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, afirmou que “a França e os  franceses não estão mais em segurança" e que "medidas de emergência se impõem".

Especialistas indicam que o presidente Hollande, que voltou a pedir “união nacional" em sua mensagem na manhã deste sábado, terá mais dificuldades em atingir seu objetivo, segundo especialistas. As críticas às políticas externa e de segurança do governo devem dificultar sua tarefa de unir o país em torno dos seus objetivos.

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