França/Terrorismo

Hollande vai aos EUA e Rússia discutir coalizão única contra grupo EI

O presidente francês, François Hollande, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, no Palácio do Eliseu, em Paris, França, 17 de novembro de 2015.
O presidente francês, François Hollande, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, no Palácio do Eliseu, em Paris, França, 17 de novembro de 2015. REUTERS/Philippe Wojazer
Texto por: RFI
2 min

O presidente francês, François Hollande, vai a Washington e a Moscou na próxima semana discutir com os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin a formação de uma coalizão única de combate ao grupo Estado Islâmico. O anúncio, feito na manhã desta terça-feira (17) pelo primeiro-ministro Manuel Valls, foi confirmado pelo secretário de Estado americano, Jonh Kerry, em visita a Paris.

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O presidente François Hollande se reuniu hoje com John Kerry, no Palácio do Eliseu. Após o encontro, o secretário de Estado americano declarou que França e os Estados Unidos vão intensificar a troca de informações de inteligência e a cooperação militar no combate aos jihadistas, com um reforço do controle de fronteiras. Kerry disse que é preciso atacar "o coração" do grupo Estado Islâmico.

Segundo ele, a pressão da coalizão sobre os jihadistas nas últimas semanas já começa a mostrar resultados, especialmente com a perda de alguns territórios e a morte de líderes do movimento ultrarradical. "Pouco a pouco vamos acabar com eles, estou confiante que conseguiremos", reiterou. Kerry chegou à França vindo da Turquia, onde participou da cúpula do G20 que foi dominada pela luta contra o terrorismo após os atentados de Paris.

COP 21

O secretário de Estado americano confirmou a presença dele e a do presidente Barack Obama, na Conferência do Clima que começa no dia 30, em Paris. "O evento vai mostrar que ninguém pode interromper os negócios da comunidade internacional", disse Kerry. Ele afirmou o apoio total do governo americano à COP 21.

Apesar dos atentados da última sexta-feira (13), que deixaram ao menos 129 mortos, o evento foi mantido. A Conferência do Clima vai reunir chefes de Estado e de Governo dos 195 países da ONU.

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