França/COP 21

Paris vira capital do mundo para a Conferência do Clima

O presidente François Hollande (centro), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (à direita), e a ministra do Meio Ambiente, Ségolène Royal, recepcionam os 150 líderes mundiais no parque de exposições Le Bourget.
O presidente François Hollande (centro), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (à direita), e a ministra do Meio Ambiente, Ségolène Royal, recepcionam os 150 líderes mundiais no parque de exposições Le Bourget. REUTERS/Christian Hartmann

Os 150 chefes de Estado e de Governo que participam da abertura da Conferência do Clima de Paris (COP 21) chegam um a um nesta manhã de segunda-feira (30) ao parque de exposições em Le Bourget, na periferia de Paris, onde acontece o evento.A maior conferência internacional de alto nível da história das negociações climáticas vai tentar chegar a um acordo sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Publicidade

A COP 21 começa às 11h no horário de Paris (8h em Brasília), com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados de 13 de novembro, em Paris e Saint-Denis. Depois, o presidente francês, François Hollande, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, farão discursos de abertura.

Em seguida, será a vez de cada um dos chefes de Estado e de Governo tomar a palavra e indicar até que ponto estão dispostos a fazer esforços para um acordo global sobre o clima, em apenas três minutos de pronunciamento. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, já estão no centro de convenções Le Bourget.

O principal objetivo da conferência é que todos os países se comprometam com reduções de emissões de gases de efeito estufa, para que seja possível limitar o aumento da temperatura do planeta em 2°C até o final do século. Com as propostas apresentadas até agora, os termômetros subiriam 2,7°C em 2100.

Outro desafio é que o acordo de Paris seja “legalmente vinculante”, ou seja, que tenha caráter obrigatório para os países signatários. A China e os Estados Unidos, os maiores poluidores do mundo, são reticentes a assinar um texto com força de lei para limitar as emissões de CO2.

Participação da presidente Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff está na capital francesa desde o sábado (28). Ela vai discursar no plenário da COP 21 por volta do meio-dia em Paris (9h no horário de Brasília). Depois, ela se reúne com o presidente chinês, Xi Jinping, e deve se encontrar com o presidente do Equador, Rafael Correa.

Dilma ainda participa de um iniciativa chamada Missão Inovação, lançada por Hollande, pelo presidente americano, Barack Obama, e o fundador da Microsoft, Bill Gates. O projeto visa mobilizar investimentos públicos e privados para o desenvolvimento de energias limpas. Cerca de 20 governantes estarão presentes nessa reunião.

No domingo, Dilma teve encontros bilaterais com o presidente da Bolívia, Evo Morales, e a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg.

Para tirar o máximo proveito da presença dos chefes de Estado em Paris, as negociações já começaram ontem mesmo, antes da abertura oficial da COP 21. O chanceler francês, Laurent Fabius, quer evitar que as decisões fiquem para o último dia da conferência, como costuma acontecer.

Risco de terrorismo

A conferência acontece pouco mais de duas semanas depois dos atentados em Paris e Saint-Denis, que causaram 130 mortes e deixaram a Europa em alerta ao risco de novos atos terroristas. Apenas no parque de exposições em Bourget, 2,8 mil policiais e militares atuam para garantir a segurança do evento, sem contar os seguranças das delegações oficiais estrangeiras.

As estradas que ligam a conferência a Paris estão bloqueadas para a passagem das delegações. Desde ontem, os transportes públicos são gratuitos na região parisiense para evitar congestionamentos nas ruas. A medida é válida até meia-noite.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.