Vítima francesa de atentado adorava o Brasil e fazia batucada, diz Le Monde

Foto da página Facebook de Isabelle Merlin.
Foto da página Facebook de Isabelle Merlin. DR/

Desde os atentados em Paris, o vespertino francês Le Monde criou um "Memorial do 13 de novembro", em que publica diariamente uma página com cinco perfis de vítimas.

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A iniciativa do jornal Le Monde é conservar, com a ajuda dos parentes e amigos, a memória dessas vidas interrompidas brutalmente. Na edição datada de 1° de dezembro, entre os retratados está a francesa Isabelle Merlin, que tinha o Brasil no coração.

Isabelle

A música era a grande paixão da sorridente Isabelle, que costumava convidar instrumentistas e amigos em sua casa para longas noitadas de cantoria. Ela mesmo preparava o jantar, sempre para dez ou quinze pessoas.

Aos 44 anos, solteira, Isabelle cultivava muitos interesses. Filha de pescador, nascida em Equihen-Plage, perto de Boulogne-sur-Mer, no norte do país, ela gostava de velejar, se dedicava com afinco ao seu trabalho de pesquisa no setor da engenharia automobilística e também estudava piano e canto.

Brasil

Na infância, Isabelle estudava música clássica, mas na idade adulta descobriu o rock, o jazz e... o samba! Depois de uma viagem profissional ao Brasil, ela aprendeu a falar português, entrou para uma "orquestra de batucada" em Paris, com dezenas de integrantes, com a qual foi ao Rio de Janeiro participar do carnaval.

"Dançar, cantar, tocar, ouvir..." disse seu professor de canto, Morgan Dress, sobre suas preferências, ao jornal Le Monde. Ela gostava de sair em grupo ou sozinha, como foi o caso na sexta-feira, 13 de novembro, quando decidiu ir ao show da banda Eagles of Death Metal, no teatro Bataclan.

Seus amigos da batucada a esperaram em vão num barzinho, onde ela tinha marcado encontro com eles depois do show.

 

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