Texto da COP21 já se aproxima de acordo climático

O chanceler francês e presidente da COP 21 Laurent Fabius, durante pronunciamento no dia 9
O chanceler francês e presidente da COP 21 Laurent Fabius, durante pronunciamento no dia 9 REUTERS/Stephane Mahe

Uma nova versão do rascunho do acordo para o clima da COP21 foi apresentado na noite desta quinta-feira (10), o último antes do final da reunião. Os ministros vão passar a madrugada negociando a finalização do texto, que foi reduzido para 27 páginas.

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O documento divulgado pelo presidente da COP, o chanceler francês Laurent Fabius, já está com aparência de tratado: o número de trechos a serem definidos teve uma queda acentuada, passando de mais de 300 para apenas 50. Os verbos “decidem” e “concordam” se repetem, indicando que os países estão próximos de um texto final.

Os pontos que continuam em aberto se referem, principalmente à divisão dos esforços entre os países ricos, emergentes e pobres (diferenciação), o financiamento das ações contra emissões de gases de efeito estufa e a ambição do acordo de Paris, que define as metas de longo prazo.

Outra longa noite de negociações pela frente

O chanceler francês pediu que os negociadores se concentrem nessas questões ao longo das próximas horas. Os negociadores terão duas horas e meia para analisar a proposta e uma nova reunião em plenária se iniciará às 23h30 (20h30 em Brasília). Se os desacordos persistirem, os países interessados debaterão separadamente cada questão, e têm a “missão” de retornar à plenária “com uma solução”, explicou Fabius.

“Estamos extremamente perto do objetivo. Está na hora de concluirmos”, disse, “Vocês sabem que um compromisso implica, por natureza, renunciar ao que é ideal para cada um a fim de chegarmos ao que é desejável para todos.”

Definição sobre temperatura, mas não sobre emissões

Um dos pontos mais aguardados do acordo, a determinação sobre qual deve ser o limite máximo de aumento da temperatura a ser perseguido pelos países, já foi definido. O projeto prevê que o teto deve ser de menos de 2oC de elevação até o final do século, mas os países devem continuar os esforços para baixar essa meta para 1,5oC.

As nações mais vulneráveis às mudanças climáticas lutaram para que o máximo fosse 1,5oC, enquanto grandes emergentes, como a China e a Índia, preferiam que a temperatura tolerada fosse de 2oC. O Brasil apoiava uma ambição inferior a esse teto.

O projeto de acordo também exclui metas percentuais de redução de emissões de gases de efeito estufa, um objetivo batalhado pelas organizações ambientais.
 

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