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COP21/ PARIS

Definição do acordo para o clima da COP 21 é adiada para sábado

O chanceler francês e presidente da COP 21 Laurent Fabius, durante coletiva no Bourget.
O chanceler francês e presidente da COP 21 Laurent Fabius, durante coletiva no Bourget. REUTERS/Jacky Naegelen
Texto por: Lúcia Müzell
2 min

A apresentação do texto final do acordo para o clima da COP 21 foi adiada para 9h de sábado (12), no horário de Paris, 6h pelo horário de Brasília. O chanceler francês e presidente da conferência, Laurent Fabius, prefere dar mais tempo às negociações para obter um acordo consistente.

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Os ministros de Meio Ambiente e das Relações Exteriores vão negociar melhorias numa versão do texto que já foi reduzido a 27 páginas e que já está com aparência de tratado: o número de trechos a serem definidos teve uma queda acentuada, passando de mais de 300 para apenas 50. Os verbos “decidem” e “concordam” se repetem, indicando que os países estão próximos de um texto final.

Os pontos que continuam em aberto se referem, principalmente à divisão dos esforços entre os países ricos, emergentes e pobres (diferenciação), o financiamento das ações contra emissões de gases de efeito estufa, os controles periódicos que alguns países insistem que sejam realizados a cada dez anos e não cinco, como propõe a presidência francesa, e a ambição do acordo de Paris, que define as metas de longo prazo.

Esforço final exigirá renúncias

O chanceler francês pediu que os negociadores se concentrem nessas questões ao longo das próximas horas. Fabius insistiu que o objetivo está extremamente próximo e todos devem entender que um compromisso implica, por natureza, "renunciar ao que é ideal para cada um a fim de chegarmos ao que é desejável para todos.”

Definição sobre temperatura, mas não sobre emissões

Um dos pontos mais aguardados do acordo, a determinação sobre qual deve ser o limite máximo de aumento da temperatura a ser perseguido pelos países, já foi definido. O projeto prevê que o teto deve ser de menos de 2°C de elevação até o final do século, mas os países devem continuar os esforços para baixar essa meta para 1,5°C.

As nações mais vulneráveis às mudanças climáticas lutaram para que o máximo fosse 1,5°C, enquanto grandes emergentes, como a China e a Índia, preferiam que a temperatura tolerada fosse de 2°C. O Brasil apoiava uma ambição inferior a esse teto.

O projeto de acordo também exclui metas percentuais de redução de emissões de gases de efeito estufa, um objetivo batalhado pelas organizações ambientais.
 

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