França, Terrorismo

Professor de escola francesa é esfaqueado por suposto membro do grupo EI

Entrada da Escola francesa onde um professor foi ferido com um estilete e uma tesoura nesta segunda-feira, 14.
Entrada da Escola francesa onde um professor foi ferido com um estilete e uma tesoura nesta segunda-feira, 14. REUTERS/Charles Platiau

Um professor de uma escola maternal de Aubervilliers, cidade da periferia de Paris, foi ferido nesta manhã com um estilete e uma tesoura por um homem que citou o grupo terrorista Estado Islâmico. O professor foi ferido no tronco e no pescoço, mas não corre risco de morte.  O ataque aconteceu às 7h10, 4h10 pelo horário de Brasília. O agressor fugiu a pé do local e é procurado pela polícia. Ele entrou na escola com uma roupa de pintor, usava luvas, bota militar e um capuz para cobrir o rosto.

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O estilete e a tesoura usados na agressão estavam na mesa do professor que preparava o início das aulas. Ainda não havia crianças na classe. A unidade antiterrorista da Procuradoria de Paris abriu uma investigação por tentativa de assassinato associada a ato terrorista.

A revista em francês do grupo Estado Islâmico, publicada mensalmente na internet com o título Dar-al-Islam, ameaçou em sua edição de novembro atacar funcionários das escolas francesas, chamados pelos extremistas de inimigos de Alá. O texto condenava o ensino laico nas escolas do país, além de dizer que eles promovem uma guerra aberta contra a família muçulmana.

De acordo com a polícia, o homem teria gritado que o ataque era "um aviso do Daesh", usando a sigla em árabe para a organização jihadista, que reivindicou os atentados de 13 de novembro contra Paris. Depois dessa onda de ataques, que deixou 130 mortos e centenas de feridos, o governo reforçou a segurança dos estabelecimentos escolares.

Ministra classifica ataque como ato "gravíssimo"

A ministra da Educação, Najat Vallaud-Belkacem, esteve no local e afirmou que trabalhará ao lado do ministério do Interior para "continuar a reforçar as medidas de segurança, neste contexto em que a escola se sente ameaçada". Ela classificou o ataque como um ato "gravíssimo". Na semana passada, a ministra já havia declarado que a ameaça terrorista é "real e permanente" e "todos os lugares públicos precisam de proteção, principalmente as escolas".

O professor pode ser condenado a 6 meses de prisão. 

 

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