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Repórter encarna Papai Noel por três dias e relata experiência

Repórter encarna Papai Noel por três dias e relata experiência
Repórter encarna Papai Noel por três dias e relata experiência Reuters

O jornal Aujourd'hui en France traz na capa da edição desta quinta-feira (24) o relato do repórter Vincent Mongaillard, que viveu a experiência de ser Papai Noel por três dias em um shopping-center na cidade francesa de Saint-Herblain, próxima a Nantes, no oeste do país. Ele ficou instalado em um trono, ao lado das escadas rolantes, cercado de árvores de Natal e de presentes gigantes. Uma fotógrafa fazia as fotos para presentear como souvenir para os visitantes.

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O repórter revela os momentos divertidos da experiência, como quando um pai disse que deixaria, como sempre, café e biscoitos na noite do dia 24 para o bom velhinho - na frente do seu filho de 7 anos. O Papai Noel-repórter respondeu que preferia uma bebida alcoólica forte, ao que o pai disse: "Ah, é para esquentar. Mas o senhor tem certeza, com o aquecimento global?".

Mongaillard disse que usar a fantasia de Papai Noel foi uma oportunidade para descobrir que o nome Timéo está muito em voga na França, assim como o casaco da Elsa, protagonista do desenho animado da Disney "Frozen - Uma Aventura Congelante". Mas ele afirma que a experiência foi principalmente um excelente observatório de psicologia infantil.

O jornalista conta que as crianças que se debatem nos braços dos pais quando veem o Papai Noel têm entre 15 e 18 meses, como Nina, de 1 ano e meio, que chorou muito ao deparar com o bom velhinho. Antes dessa idade, continua o jornalista, todos os bebês se deixam imortalizar em uma foto sem nenhum problema. E os apelos dos pais para que acordem ("É a primeira vez que você está vendo o Papai Noel") não surtem efeito.

Tímidos e determinados

Já entre as crianças de mais de 2 anos, há a turma dos tímidos, que hesitam em se aproximar do Papai Noel. Elas precisam de um empurrãozinho dos pais ou que o velhinho lhes ofereça uma bala. No outro extremo, há os determinados, que correm para o colo dele e gritam "cheeeese" para as fotos. Foi o caso de Margot, que deu um desenho para o velhinho, e de Baptiste, que levou uma lista de pedidos.

Lily-May pediu "passarinhos que cantam"; Corail, "um PS4 que custa caro"; Angeline, "um violão lilás"; e Théophile, "um patinete de duas rodas". Para evitar erros, as crianças dão detalhes: "Não queremos cartuchos de videogame, pois não temos um console", avisam dois irmãos.

Quando são perguntados se foram obedientes, geralmente eles olham para os pais. "Fui boazinha durante este ano, mas não muito", admite Léna. Outros usam elogios para conquistar o velhinho: "A sua barba é suave", diz Maeva, que quer ganhar uma Barbie.

Já os adolescentes são os mais desinibidos. "Nós sabemos que você não é o Papai Noel, mas pode ficar despreocupado que não vamos contar às crianças", juraram duas meninas, de 13 e 15 anos.
 

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