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Cerimônias marcam um ano dos atentados contra o jornal Charlie Hebdo em Paris

Uma das placas em homenagem às vítimas dos atentados de 7 a 9 de janeiro de 2015. Esta é a placa em frente da mercearia judaica onde 4 pessoas morreram.
Uma das placas em homenagem às vítimas dos atentados de 7 a 9 de janeiro de 2015. Esta é a placa em frente da mercearia judaica onde 4 pessoas morreram. REUTERS/Ian Langsdon/Pool

As cerimônias que marcam o aniversário de um ano dos atentados de janeiro de 2015 em Paris começam nesta terça-feira (5) e devem durar cerca de uma semana. Os ataques contra o jornal satírico Charlie Hebdo e os clientes da mercearia Hyper Cacher em Vincennes, nos dias 7 e 9 de janeiro, deixaram 17 mortos.

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As placas com os nomes das vítimas foram instaladas nesta segunda-feira (4), mas estavam cobertas com um véu e protegidas por policiais. Na manhã desta terça-feira, elas serão inauguradas nos locais onde aconteceram os ataques. O presidente francês François Hollande participa da cerimônia ao lado dos familiares dos mortos.

A primeira homenagem acontece nesta manhã na rua Nicolas Appert, em frente à antiga sede do jornal Charlie Hebdo. O chefe de estado francês também passa pela avenida Richard Lenoir, onde morreu o policial Ahmed Merabet, alvejado no chão, à queima-roupa. Muçulmano, ele se tornou um símbolo na França, vítima de radicais de sua própria religião.

Em seguida, Hollande participa da cerimônia em homenagem às vítima da mercearia Hyper Cacher, em Porte Vincennes, no leste de Paris, que vendia produtos “kosher” – de origem judaica.

Cerimônias serão "curtas e sóbrias"

As cerimônias devem durar no máximo uma hora e meia e acontecem dois dias antes do aniversário dos ataques. A maioria das famílias das vítimas estará presente. O público e a mídia não terão acesso aos locais.

Nova edição do Charlie Hebdo chega às bancas

A nova edição do jornal Charlie Hebdo chega às bancas nessa quarta-feira (6) e terá 32 páginas em vez das habituais 16. Ela traz várias caricaturas assinadas por Charb, Honoré, Cabu, Wolinski e Tignous, os cartunistas mortos durante os ataques.  A tiragem, de um milhão de exemplares, traz na capa a figura de um deus de barba ,segurando um fuzil kalashnikov, com o título: "Um ano depois, o assassino ainda corre."
 

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