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França e Irã "viram página" na relação bilateral e fecham acordos

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius (à esq.), e o presidente do Irã, Hassan Rohani (centro) durante cerimônia no Hotel dos Inválidos em Paris, em 28 de janeiro de 2016
O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius (à esq.), e o presidente do Irã, Hassan Rohani (centro) durante cerimônia no Hotel dos Inválidos em Paris, em 28 de janeiro de 2016 REUTERS/Michel Euler/Pool
3 min

O presidente iraniano, Hassan Rohani, está nesta quinta-feira (28) em Paris, na segunda etapa de sua visita à Europa, depois de passar pela Itália. Vários acordos comerciais estão sendo assinados com empresas francesas, entre eles o retorno da montadora e PSA Peugeot Citroën ao território iraniano e a aquisição de uma centena de aviões da Airbus.

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O presidente da Peugeot, Carlos Tavares, oficializou a criação de uma joint- venture com a montadora iraniana Khodro, após 18 meses de árduas negociações. Tavares espera que o retorno da montadora francesa ao Irã, depois de quatro anos de ausência, seja uma parceria de longo prazo, uma vez que os franceses têm interesse em atuar no mercado iraniano nos setores comercial, industrial e de formação de uma rede de fornecedores.

A Khodro e a Peugeot vão investir, em partes iguais, €400 milhões para a retomada da produção de modelos antigos e novos a partir de meados de 2017, quando a capacidade instalada será de 200 mil unidades por ano.

Após um encontro com empresários no Medef, maior entidade patronal francesa, Rohani disse que chegou a hora de superar os rancores e abrir uma nova página nas relações franco-iranianas. "Estamos prontos para virar a página para uma nova relação entre nossos países", disse. "Esqueçamos nossos rancores", acrescentou, em alusão às sanções econômicas aplicadas ao país durante vários anos.

França quer ajudar Irã a se modernizar

Rohani ainda afirmou "ser um orgulho" colaborar com a França, o que não é o caso com outros países. Ele também sugeriu aproveitar essa "atmosfera positiva" para dar novo impulso às relações bilaterais. Em seu discurso ao patronato francês, o presidente iraniano enumerou as várias áreas nas quais o país, que tem 79 milhões de habitantes, se mostra aberto para investimentos, entre elas, energia, transporte, aeronáutica e agricultura.

No evento, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que a França pretende "estabelecer cooperações de longo prazo" com o Irã. Referindo-se a um "novo capítulo" nas relações entre os dois países, Valls declarou que a parceria tende a ser "ambiciosa" e a França está pronta para "mobilizar suas empresas, engenheiros e técnicos para contribuir com a modernização" do Irã.

Além dos setores de infraestrutura, saúde, transporte e agricultura, entre outros considerados de "necessidades urgentes" para Teerã, Valls defende ainda uma parceria acadêmica e disse que a França está "aberta para acolher estudantes iranianos".

França evita jantar por causa do vinho

À tarde, Rohani será recebido pelo presidente François Hollande no Palácio do Eliseu. Paris não precisou cobrir suas estátuas de nus, como aconteceu em Roma, por causa da passagem do presidente iraniano.

Mas não haverá nem almoço nem jantar oferecido a Rohani, como costuma acontecer com outros líderes em visita à capital francesa. Tudo para evitar o vinho à mesa, uma tradição que faz parte do protocolo francês, mas é rejeitada pela comitiva iraniana.

 

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