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França

França realiza quarto protesto em dois meses contra reforma trabalhista

Em Paris, principal sindicato trabalhista indica que manifestação contou com a participação de 60 mil pessoas
Em Paris, principal sindicato trabalhista indica que manifestação contou com a participação de 60 mil pessoas REUTERS/Charles Platiau
Texto por: RFI
3 min

Milhares de pessoas saíram às ruas das principais cidades francesas nesta quinta-feira (28), em protesto contra o projeto de lei que prevê reformular o código do trabalho. A mobilização também perturbou voos domésticos e o transporte ferroviário na região parisiense.

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Em Paris, a manifestação começou durante a tarde e reuniu menos participantes em relação aos protestos anteriores, devido ao período de férias escolares. Segundo o principal sindicato trabalhista, a CGT, 60 mil pessoas participaram da passeata na capital (15 mil, de acordo com a polícia). Já no resto do país, segundo a CGT, 500 mil pessoas saíram às ruas das maiores cidades (170 mil, de acordo com a polícia).

Na capital francesa, confrontos entre alguns manifestantes e a polícia foram registrados nos arredores da Praça da Nation, no leste de Paris. Cinco pessoas foram presas. Violências entre as forças de segurança e os manifestantes também aconteceram nas cidades de Nantes, Lyon e Marselha, onde 57 pessoas foram detidas. Em todo o país, a polícia prendeu 124 pessoas. Ao menos um militante e 24 policiais ficaram feridos em toda a França, um deles em estado grave, indicou a polícia.

O Unef, principal sindicato de estudantes, denunciou "o uso desproporcional da força pela polícia", sobretudo com o uso indiscriminado de tiros de bala de borracha. "Manifestar é um direito. Não é possível que a violência policial torne perigoso o ato de participar de um protesto", declarou o presidente da organização, William Martinet, em sua conta no Twitter.

A mobilização também perturbou o transporte aéreo no aeroporto de Orly, que opera os voos domésticos e europeus na capital francesa. No total, 20% dos voos foram cancelados, mas as rotas internacionais foram mantidas. O metrô de Paris funcionou sem interrupções, mas as linhas de trens de subúrbio registraram atrasos.

Clima tenso em toda a França

As manifestações aconteceram em um clima tenso em todo o país, de grande insatisfação com o governo e muitas críticas à ministra do Trabalho, Myriam El Khomri. Um novo protesto ja é previsto para o dia 1° de maio.

Os manifestantes exigem o cancelamento do projeto de lei. A reforma inclui medidas que concederiam mais flexibilidade às empresas para contratar e demitir os trabalhadores, em uma tentativa de superar o desemprego que ronda 10% e que afeta principalmente os jovens (24%).

A mobilização também é considerada um teste para medir a determinação dos opositores a esta última grande reforma do governo do presidente François Hollande, a apenas um ano das próximas eleições presidenciais. Segundo uma pesquisa de opinião, 78% dos franceses consideram que existe "um alto risco de explosão social" na França.

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