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França prorroga pela terceira vez estado de emergência

Militares patrulham a região da Torre Eiffel, em Paris, em cumprimento ao estado de urgência.
Militares patrulham a região da Torre Eiffel, em Paris, em cumprimento ao estado de urgência. REUTERS/Philippe Wojazer
Texto por: RFI
3 min

O parlamento francês votou, nesta quinta-feira (19), a terceira prorrogação do estado de emergência estabelecido após os atentados de novembro do ano passado, em Paris.

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O país continua em estado de alerta até o final do mês de julho, para garantir a segurança de dois grandes eventos esportivos que acontecerão nos próximos dias: a Euro 2016 de futebol e o Tour de France de ciclismo.

“A ameaça terrorista continua elevada e a França é um alvo, como toda a União Europeia”, justificou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, antes da votação, que terminou com 46 votos a favor, 20 contra e duas abstenções.

De acordo com o chefe do serviço de inteligência francês, Patrick Calvar, a França continua mais do que nunca sendo alvo do Estado Islâmico e da Al-Qaeda e é o país mais ameaçado da Europa. Ele afirmou ainda que a possibilidade de novos atentados com bombas visando um grande número de pessoas não é descartada.

Prorrogação é contestada por defensores dos direitos humanos

Após a votação do estado de emergência, os deputados franceses devem votar a favor do projeto de reforma penal que prevê, entre outras medidas, a adoção de novas medidas anti-terrorismo e de um estado de emergência definitivo, o que preocupa partidos de esquerda e associações de defesa dos direitos humanos e liberdades civis. O estado de emergência dá poderes extras às autoridades e permite detenções provisoria de suspeitos para investigações, além de atos de busca e apreensão.

O presidente François Hollande chegou a propor esta reforma na Constituição, que também incluía a controversa questão da retirada de nacionalidade, mas finalmente teve que desistir por falta de consenso político. Esta nova extensão do estado de emergência acontece em um contexto social tenso na França, que convive com protestos violentos há pelo menos dois meses nas ruas de todo o país, contra uma proposta de lei sobre direito do trabalho.

A expectativa das autoridades francesas é de que cerca de dois milhões de pessoas visitem o país entre 10 de junho e 10 de julho, quando acontece a Euro 2016 em diferentes cidades como incluindo Bordeaux, Lille e Marselha, além do Stade de France, em Paris.
 

(Com informacoes da AFP)

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