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França/Egito

Voo MS804 : avião fez curvas abruptas antes de desaparecer

O ministro grego da Defesa, Panos Kammenos
O ministro grego da Defesa, Panos Kammenos REUTERS/Michalis Karagiannis
Texto por: RFI
3 min

Nenhum destroço do Airbus320 da companhia EgyptAir, que deixou Paris em direção ao Cairo nesta quarta-feira e caiu na costa grega, foi encontrado. Até o momento, de acordo com o presidente francês, François Hollande, não há até agora nenhum sinal do aparelho na área onde ele teria caído, nas proximidades da ilha grega de Cárpatos.

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“Nenhuma hipótese pode ser descartada e nem privilegiada”, disse o chefe de Estado francês durante uma coletiva de imprensa. O Egito, a França e a Grécia participam das buscas no Mediterrâneo na tentativa de localizar o avião. Para o ministro da Aviação egípcio, a queda do avião é provavelmente um ato terrorista. Esta é a mesma opinião do FSB, o serviço secreto russo.

De acordo com o ministro grego da Defesa, Panos Kammenos, o aparelho efetuou várias “mudanças na trajetória repentinas” e “mergulhou” antes de desaparecer definitivamente dos radares às 3h39. “Nessa hora, a trajetória do avião estava a sudeste das ilhas de Kassos e Cárpatos”, declarou Panos Kammenos. Logo em seguida, ele entrou no controle do espaço aéreo do Egito e caiu virando a 90° à esquerda e depois a 360° à direita. Durante a descida, a altitude passou rapidamente de 11.470 metros para 4.650 metros.

Para o primeiro-ministro egípcio Chérif Ismaïl, também é cedo para excluir qualquer hipótese, mesmo a terrorista. De acordo com a companhia EgyptAir, o avião, que transportava 56 passageiros, sete membros da tripulação e três agentes de segurança, decolou de Paris por volta das 23h09, e emitiu uma mensagem de socorro às 2h26, duas horas depois de desaparecer do radar.

Avião operava desde 2003

No momento da queda, as condições meteorológicas eram favoráveis, e em seu último contato com a torre de controle, o piloto não apontou nenhum problema. O Airbus 320 tinha 48 mil horas de voo e operava desde 2003.

Uma célula de crise foi criada em Paris no aeroporto Roissy Charles de Gaulle para as famílias das vítimas. Entre os 56 passageiros estavam 30 egípcios, 15 franceses, dois iraquianos, um britânico, um belga, um português, um argelino, um chadiano, um saudita, um kwaitiano, um sudanês e um canadense.
 

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