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França/Atentado

Justiça francesa pede indiciamento de dois cúmplices em morte de policiais

O presidente François Hollande se inclina diante do caixão do policial assassinado durante cerimônia em Versalhes.
O presidente François Hollande se inclina diante do caixão do policial assassinado durante cerimônia em Versalhes. Foto: Reuters
Texto por: RFI
2 min

O Ministério Público de Paris anunciou neste sábado (18) que dois supostos cúmplices do jihadista francês Larossi Abballa, que matou um casal de policiais na segunda-feira (13), perto de Paris, foram encaminhados à justiça antiterrorista.

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Os dois homens, Saad Rajraji e Charaf-Din Aberouz, de 27 e 29 anos, deverão ser processados por participação em uma associação de criminosos terroristas. A decisão será tomada pelo juíz responsável pelo caso.

Aberouz e Rajrari foram condenados, em 2013, junto com Abballa, em um processo sobre recrutamento de combatentes enviados ao Paquistão. Em comunicado, a promotoria informou que solicitou a prisão preventiva dos dois suspeitos. Eles estavam sob custódia da polícia desde terça-feira (14). Um terceiro suspeito foi libertado sem ser processado.

Abballa reivindicou o assassinato do policial francês Jean-Baptiste Salvaing e de sua companheira, Jessica Schneider, em nome do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). As vítimas foram mortas em casa, no oeste de Paris, diante do filho de 3 anos. O casal foi esfaqueado. O suspeito foi preso depois de ser baleado por uma unidade de elite da polícia.

O jihadista afirmou ter declarado lealdade ao EI três semanas antes do crime. Os investigadores tentam estabelecer se Abballa, de 25 anos, beneficiou de cumplicidade na preparação e execução dos assassinatos.

Este foi o primeiro ataque com vítimas fatais na França desde os atentados em Paris, em novembro de 2015, que deixaram 130 mortos. O procedimento do jihadista corresponde a recomendações feitas recentemente pelo EI. A organização terrorista incentiva seus simpatizantes a agir sozinhos, para matar policiais, militares e jornalistas, no caso específico da França, não importa com que tipo de arma.

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