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RFI Convida

França estreia festival de cinema de cultura latina

Áudio 07:04
Andréa Darocha, presidente  do "Epernay Latin Film Festival" .
Andréa Darocha, presidente do "Epernay Latin Film Festival" . facebook.com/epernaylatinfilmfestival
Por: Elcio Ramalho

Um novo festival de cinema entra em cartaz na França a partir do dia 29 de junho: Epernay Latin Film Festival. Serão quatro dias de projeções de filmes que têm em comum a origem latina. Presidente do festival, a produtora de televisão e cinema brasileira Andrea Darocha criou o evento a partir de um convite do governo francês para desenvolver um projeto cultural.

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“A dificuldade era pensar um tema. A França já é representada por excelentes festivais. Eu queria algo original”, explicou Darocha na entrevista à RFI Brasil. “É um festival inédito, onde a origem dos filmes vem do latim. A gente envolve os cinco continentes”, acrescentou.

Nesta primeira edição, sete produções representando o mesmo número de países estão concorrendo ao prêmio do Festival: Brasil, Peru, Uruguai, Itália, Espanha, Portugal e Romênia.

O critério de seleção para a mostra competitiva foi de filmes feitos a partir de 2014 e que se destacaram e foram premiados em outros festivais internacionais. “A ideia também foi trazer para Epernay filmes que jamais chegariam à cidade”, explicou Darocha.

O filme escolhido para representar o Brasil no Festival foi “Nise, o coração da loucura”, de Roberto Berline e que tem Glória Pires no papel principal. Premiado em festivais de Tóquio, Rio de Janeiro e Montevidéu, o longa será apresentado em uma sessão no dia 30 de junho.

“É um filme que mostra o lado humano mas também a arte, o que os franceses gostam muito e vários deles estão ansiosos para ver o filme”, garante a organizadora.

Concebido para ser uma referência do cinema latino na França, o festival também visa aproximar produtores para desenvolver novos projetos. “Minha ideia é também que seja um local de onde possam surgir outras parcerias, que diretores e produtores possam se encontrar e criar novas coproduções com países diferentes”, destaca. “Outra preocupação é que seja uma oportunidade para novos artistas mostrarem seus talentos”, ressalta.

Filmes na capital do champagne

Além de filmes para a mostra competitiva, o festival também tem na programação uma exposição do artista plástico uruguaio Alejandro Stock e um concerto do brasileiro Orlando Moraes, um dos presidentes de honra do evento.

“Acho que a gente vai fazer um excelente trabalho artístico e cultural com todos esses países, trazendo os filmes e dando a oportunidade para diretores, artistas e produtores virem à França mostrar seus trabalhos. E não só através do cinema, mas também de outras artes, como música e literatura”, afirmou.

A escolha de Epernay, cidade de pouco mais de 23 mil habitantes no norte da França, também não foi por acaso. Conhecida como capital do champagne, a cidade criou sua reputação em torno da famosa bebida.“Muita gente procura o sul, e queríamos fugir do que todo mundo faz. Como o festival é original, Epernay é o lugar ideal. Não sei por que ninguém pensou antes. Cinema e champagne sempre andaram juntos, é indissociável”, concluiu.
 

 

 

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