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França/Imprensa

Ameaça contra delegação francesa na Rio 2016 confirma temor com terrorismo

Garantir a seguança é um dos maiores desafios das Olimpíadas do Rio de Janeiro.
Garantir a seguança é um dos maiores desafios das Olimpíadas do Rio de Janeiro. REUTERS/Bruno Kelly
2 min

O jornal Libération desta quinta-feira (14) repercute a revelação de que o grupo Estado Islâmico estaria planejando atacar a delegação francesa durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Segundo o jornal, a informação surgiu por acaso durante uma audiência com um dos responsáveis do serviço de informação da França durante a CPI do parlamento que investigou os recentes atentados terroristas no país.

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Durante seu depoimento à comissão, o general Christophe Gomart, da Direção de Informação Militar, afirmou ter tomado conhecimento de um cidadão brasileiro que estaria planejando atacar a delegação francesa. Segundo ele, a informação foi revelada por parceiros da França na luta antiterrorista, sem dar maiores detalhes. A transcrição desse trecho deveria ter ficado de fora do relatório final, mas fez parte de um anexo do documento e repercutiu rapidamente na imprensa.

Segundo Libération, mais um grande evento esportivo está na mira dos terroristas. O diário lembra que no passado as Olimpíadas já foram alvos de ataques em 1972, em Munique, onde 12 israelenses foram assassinados, e em 1996, em Atlanta, quando uma bomba colocada em um parque matou duas pessoas e feriu 111.

A expectativa de receber até 600 mil pessoas para os Jogos levou o Brasil a mobilizar 85 mil policiais e soldados, o dobro do efetivo que trabalhou nos Jogos de Londres, em 2012. "A organização de tal evento obrigou o Brasil a levar em conta a ameaça jihadista, considerada até então fraca", escreve Libé.

O governo brasileiro assegura que nenhuma ameaça foi detectada, mas a Abin, Agência Brasileira de Informação, já autenticou uma mensagem no Twitter de um francês de 22 anos, convertido ao islã radical, no qual ele alerta que o Brasil seria o próximo alvo do terrorismo.

Libération lembra que há mais de um ano a imprensa do país denuncia a tentativa dos jihadistas de recrutarem brasileiros para a organização terrorista. Responsáveis pela Abin admitem que adquirir um fuzil AK-47 de contrabando do Paraguai ou em qualquer favela do Rio de Janeiro é fácil, por isso o medo de ataques dos chamados "lobos solitários", ou seja, terroristas que agem sozinhos.

A reportagem informa que a justiça colocou sob estrita vigilância eletrônica um libanês residente em Chapecó até pelo menos o final dos Jogos Olímpicos. Ibrahim Chaiboun Darwiche treinava tiro secretamente e passou 87 dias na Síria, em uma região controlada pelo EI.
 

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