Atentado/ Nice

Atentado em Nice: líderes mundiais condenam novo ataque na França

O chanceler russo, Sergei Lavrov (esq.) e o secretário de Estado dos EUA John Kerry (Centro) fazem  um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque de Nice, durante reunião em Moscou, Rússia, 15 de julho de 2016.
O chanceler russo, Sergei Lavrov (esq.) e o secretário de Estado dos EUA John Kerry (Centro) fazem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque de Nice, durante reunião em Moscou, Rússia, 15 de julho de 2016. REUTERS/Sergei Karpukhin

O atentado terrorista que deixou 84 mortos em Nice, no sul da França, abalou o mundo todo. As pessoas assistiam a queima de fogos em comemoração ao 14 de julho quando um caminhão, em alta velocidade, atropelou por cerca de dois quilômetros, centenas de pessoas.  

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O presidente norte-americano, Barack Obama, disse que “parece se tratar de um odioso atentado terrorista e, em nome do povo americano, condeno veementemente este ato que fez dezenas de inocentes mortos”. “Nós somos solidários à França, nossa mais velha aliada, no momento deste ataque. Neste 14 de julho, nós nos lembramos dos valores democráticos que fizeram da França uma inspiração para o mundo todo”, disse Obama.

O secretário de estado americano, John kerry, que assistiu às celebrações de 14 de julho em Paris, lamentou o “terrível ataque contra pessoas inocentes que celebravam a liberdade, igualdade e fraternidade”.

A premier alemã, Angela Merkel, também se manifestou e disse que “a Alemanha esta ao lado da França na luta contra o terrorismo”. O presidente do conselho europeu, Donald Tusk, classificou o atentado como “um dia triste para a França, para a Europa, para todos”. “As vítimas deste ataque foram pessoas que festejavam a liberdade, a igualdade e a fraternidade”, completou Tusk. A nova primeira-ministra inglesa, Theresa May, foi informada sobre o ataque e se disse “chocada e inquieta”.

Outros líderes usaram o Twitter para exprimir consternação contra o ato ocorrido no sul da França. O presidente espanhol, Mariano Rajov, classificou o atentado como “execrável”. O primeiro-ministro turco, Binal Yildirim, escreveu um tweet em francês dizendo “que a Turquia, que sempre está ao lado dos países do mundo que lutam contra o terrorismo, compartilha a dor do povo francês”.

No Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau, disse pelo Twitter que “os canadenses estão chocados”. A primeira-ministra polonesa, Baeta Szydlo, exprimiu sua dor pelas vítimas mas disse estar com “muita raiva”.

“Temos que usar a força”, diz premier russo

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, disse que “o terrorismo não tem fronteiras e é um desafio comum”. O premier russo afirmou ainda que “os terroristas e aqueles que os financiam não compreendem outra coisa que não a força. Então devemos usa-la”.

O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o atentado de "particularmente cruel" e "cínico". "Vimos novamente que o terrorismo ignora absolutamente o que é a moral humana". "A Rússia está disposta a cooperar estreitamente com a França" para "lutar contra o terrorismo".

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse em um comunicado escrito em francês que “da parte do papa Francisco, exprimimos nossa solidariedade com o sofrimento das vítimas e de todo o povo francês”.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ofereceu seus pêsames e disse que seu país condena toda forma de terrorismo. Na América do Sul, o presidente interino brasileiro, Michel Temer, condenou “este atentado abjeto e ultrajante perpetrado contra inocentes que celebravam os valores universais mais elevados, a liberdade dos povos, a igualdade entre os cidadãos e a fraternidade”. No Chile, a presidente Michelle Bachelet, exprimiu sua “consternação” e profunda solidariedade” para com os franceses.

Árabes condenam atentado na França

Os países árabes também condenaram o atentado ocorrido em Nice. A Arábia Saudita, atingida há uma dezena de dias por atentados fatais, expressou à França sua "solidariedade e cooperação para enfrentar juntos atos terroristas".

Os Emirados Árabes Unidos, integrantes junto à França e à Arábia Saudita da coalizão internacional que, sob a liderança dos Estados Unidos, luta contra os terroristas do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, "denunciou um crime abjeto".

O Irã condenou com veemência o ataque em Nice. Em um comunicado, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi, ofereceu as condolências do Irã à França após o atentado no balneário francês.

"A República Islâmica do Irã condena com veemência o ato criminal terrorista em Nice. Como já dissemos no passado, o terrorismo é um flagelo que não pode ser extirpado sem unidade e cooperação internacionais", enfatizou o porta-voz.

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