Nice

Hollande diz que há vários estrangeiros entre vítimas do atentado de Nice

O presidente francês, François Hollande, durante coletiva nesta quinta-feira em Nice
O presidente francês, François Hollande, durante coletiva nesta quinta-feira em Nice REUTERS/Eric Gaillard

O presidente francês, François Hollande, fez um novo pronunciamento na tarde desta sexta-feira (15), após o atentado de Nice. O chefe de Estado apresentou um balanço do número de vítimas.

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“No momento em que me exprimo, 84 pessoas morreram e cerca de 50 ainda estão em uma situação de urgência absoluta, ou seja, entre a vida e a morte”, disse o presidente francês. Hollande também confirmou que “entre essas vítimas, há franceses e muitos estrangeiros vindos de todos os continentes, e há crianças, muitas crianças". O chefe de Estado não deu detalhes sobre a nacionalidade das vítimas.

Acompanhado do primeiro-ministro Manuel Valls, do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e da ministra da Saúde, Marisol Touraine, Hollande falou à imprensa após se encontrar com as vítimas e familiares em Nice. “Vimos muitos feridos, que sofreram na pele, mas também psicologicamente”, disse o presidente. “Há pessoas que, mesmo se não tiveram traumatismos físicos, vão lembrar, para o resto da vida, dessas imagens de horror”.

França não está livre do terrorismo

Hollande lembrou que a França não está livre de novos ataques. “Sabemos que o país está exposto a atos terroristas que podem ser comandados, à distância, do Iraque ou da Síria. Continuamos diante da ameaça”, insistiu o presidente, lembrando que será necessário “muita lucidez daqueles que deverão tomar decisões”.

O presidente aproveitou para agradecer bombeiros, médicos e voluntários, além dos policiais que estavam mobilizadas para a segurança da queima de fogos do 14 de Julho, e que souberam agir e neutralizar o agressor. Hollande disse que o combate contra o terrorismo será longo, porque "o inimigo vai continuar a atacar os povos e países onde há liberdade como valores essenciais". No entanto, "a França vencerá esse mal porque é um país unido", concluiu.

Pelo menos duas crianças morreram e mais de 50 se encontram hospitalizadas, segundo um balanço provisório das autoridades. A cônsul-geral do Brasil em Paris, Maria Edileuza Fontenele Reis, confirmou à RFI Brasil que, até o momento, há o registro de dois brasileiros que ficaram feridos durante o atentado.

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