Nice

Obama condena ataque em Nice e reafirma determinação de destruir EI

Barack Obama demonstrou sua solidariedade ao povo francês após o ataque em Nice.
Barack Obama demonstrou sua solidariedade ao povo francês após o ataque em Nice. REUTERS/Yuri Gripas

O presidente norte-americano, Barack Obama, condenou nesta sexta-feira (15), na Casa Branca, o ataque "trágico e desprezível" cometido na véspera, em Nice, no sul da França. O chefe da Casa Branca aproveitou a ocasião para expressar novamente sua determinação para destruir o grupo Estado Islâmico, mesmo se não houve nenhuma reinvindicação oficial dos extremistas ligando o ataque aos jihadistas.

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Para Obama, o ataque que matou pelo menos 84 pessoas em Nice e deixou mais de 200 feridos foi uma afronta "à liberdade e à paz". O líder, que telefonou para o presidente francês, François Hollande, para exprimir sua solidariedade, ordenou que a bandeira norte-americana seja hasteada a meio pau em todos os edifícios públicos, em homenagem às vítimas. “O mundo inteiro é solidário ao povo da França”, disse Obama.

O chefe da Casa Branca prometeu novamente "destruir" o grupo Estado Islâmico, alegando sua vontade de permanecer "fiel aos valores do pluralismo, da diversidade e da liberdade, que as pessoas celebravam em Nice em 14 de julho".

Atentado não foi reivindicado

Até a noite desta sexta-feira nenhuma reivindicação oficial de autoria havia sido feita. No entanto, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, declarou que Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, que dirigia o caminhão em Nice, "é sem dúvida um terrorista ligado ao islamismo radical, de uma maneira ou de outra (...) Sim, foi um ato terrorista, e nós vamos buscar cúmplices", disse o premiê durante entrevista ao canal de televisão France 2.

Porém, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, foi mais ponderado ao ser questionado sobre o tema na TF1, a emissora concorrente. “Temos um indivíduo que não era fichado pelos serviços secretos por atividades ligadas ao islamismo radical”, explicou o ministro.

De acordo com o procurador-geral da República, François Molins, mesmo se o atentado de Nice não foi reivindicado por nenhum grupo extremista, ele "correspondente exatamente aos apelos feitos por essas organizações terroristas", principalmente por meio de revistas e vídeos. Em entrevista coletiva durante a tarde, ele disse que a investigação tenta agora estabelecer os "elos eventuais" do suspeito com grupos "terroristas islâmicos".

(Com informações da AFP)

 

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