Atentado em Nice

Pelo menos dez crianças e adolescentes entre mortos de Nice

Local do atentado em Nice, no dia seguinte.
Local do atentado em Nice, no dia seguinte. REUTERS/Pascal Rossignol

O procurador de Paris, François Molins, fez um balanço provisório do atentado de Nice, na tarde desta sexta-feira (15). Entre os 84 mortos até o momento, há pelo menos dez crianças e adolescentes. Já os feridos são 202, sendo que 52 estavam em estado de emergência absoluta e 25, em reanimação.

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O condutor do veículo, alugado dia 11 na cidade de Saint-Laurent-du-Var, na região dos Alpes Marítimos, era um motorista de caminhão, casado e pai de família.

“Ele percorreu uma distância de cerca de 2km, precisamente entre os números 11 e 147 do Passeio dos Ingleses, e atingiu violentamente muitos espectadores reunidos (…) para assistir a queima de fogos do 14 de julho”, disse Molins.

“O terrorista atirou várias vezes em três policiais na altura do hotel Negresco. Os policiais responderam e seguiram o caminhão, que conseguiu ainda percorrer mais cerca de 300m. Os policiais neutralizaram o agressor com tiros”, prosseguiu o procurador.

Agressor levava réplicas de armamentos

Molins relatou que foram encontrados na cabine do veículo: uma pistola automática de calibre 7.65mm, um carregador, cartuchos, uma segunda pistola automática falsa, duas réplicas de metralhadoras, uma granada inutilizável, um celular e diversos documentos.

Mohamed Bouhlel era fichado por delitos de ameaças, violências, furto e degradações cometidas entre 2010 e 2016. Ele foi condenado a seis meses de prisão com sursis, em março de 2016, por um tribunal correcional de Nice por “atos de violência”. Molins acrescentou que o agressor era “totalmente desconhecido dos serviços de informação” e nunca foi registrado por “sinais de radicalização”.

Investigações vão buscar ligações terroristas

O procurador de Paris também informou que as investigações vão tentar determinar se Bouhlel tinha algum tipo de ligação com organizações criminais terroristas islâmicas.

Molins acrescentou que buscas foram feitas nesta sexta-feira em dois endereços frequentados pelo agressor, “com apreensão de material informático e de telefonia, além de diversos documentos”. O procurador também informou que a mulher de Bouhlel foi colocada em detenção provisória para interrogação.

 

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