Filha de brasileira morre em atentado em Nice, diz jornal

A pequena Kayla morreu no atentado em Nice
A pequena Kayla morreu no atentado em Nice Arquivo pessoal

Entre os 84 mortos do atentado em Nice está a menina suíça Kayla, 6, filha de uma carioca e de um suíço. A mãe dela, Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, 30, está desaparecida. As informações são dos jornais "Extra" e "Folha de S. Paulo", que entrevistaram parentes no Rio de Janeiro. 

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Segundo a cônsul-geral do Brasil na França, Maria Edileuza Fontenelle Reis, "todos os indícios levam a crer que a informação é verdadeira". "Mas ainda estamos esperando a confirmação oficial do Ministério das Relações Exteriores", disse à RFI. Ela confirmou que a mãe da menina continua sem paradeiro conhecido. "Nosso conônsul honorário está em Nice tentando localizá-la. Achamos que ela deve estar em algum dos hospitais."

Elizabeth, mãe de Kayla, estava com o marido e as três filhas quando o caminhão avançou sobre a multidão. O pai ainda conseguiu salvar as duas filhas mais novas, mas Kayla e Elizabeth foram atropeladas. A menina morreu e a família, no Rio de Janeiro, ainda não tem notícias da mãe, que foi levada para um hospital.

"Sabíamos que eles estavam passando férias em Nice, num hotel próximo ao local onde aconteceu a tragédia", afirmou Diego Marinho dos Santos de Souza, sobrinho de Elizabeth, ao jornal "Extra".

A cônsul-geral também afirmou que dois brasileiros ficaram levemente feridos. "Mas eles não chegaram a ser internados", disse.

Dupla cidadania

Elizabeth morava desde 1998 na Suíça e tinha dupla cidadania. Lá conheceu seu atual companheiro, Silyan, com quem teve outras duas filhas: Kimea, de sete meses, e Djulia, 4. O casal e as filhas passavam o feriado em Nice.

Segundo Ana Cláudia, irmã de Elizabeth, o consulado suíço em Nice confirmou a morte da menina. Ela falou com Silyan, marido de Elizabeth, e contou que "ele está arrasado, em estado de choque". "Ele disse que quando se deu conta do que estava acontecendo, só teve tempo de pegar a Djulia e a Kymea no colo e correr porque a minha irmã e a Kayla já tinham sido atropeladas. Ele contou que quando voltou no local, não as encontrou mais lá."

Elizabeth foi levada pela sua mãe, Inês, para a Suíça aos 12 anos, em 1998. Na ocasião, a mãe, que foi ao país para trabalhar em restaurantes, levou suas quatro filhas -duas não se adaptaram e voltaram pouco tempo depois ao Brasil, onde têm avós e primos. Elizabeth e uma irmã chamada Margareth ficaram no país junto com sua mãe, na cidade de Orbe.

Mensagem no Facebook

Como não conseguia contato com o companheiro de Elizabeth após o ataque, Inês recorreu a um pastor local, que confirmou no consulado que sua neta estava entre as crianças mortas no atentado. A avó postou nas redes sociais pedidos de oração para sua neta e mensagens de luto. Na quinta a noite, antes de receber a confirmação, Inês postou nas redes sociais sobre o ataque e a preocupação com a família.

"Ataque a Nice. Deus tá no controle. Sem notícias da família depois do ataque. Se alguém viu esta família por favor entre em contato", publicou a mãe. A postagem acompanhava fotos do casal e das três filhas. Inês e uma irmã de Elizabeth irão de carro, o sábado, de Orbe, na Suíça, até Nice para buscar mais informações, já que o espaço aéreo da cidade francesa está fechado. "Desde o início achamos estranho ela não responder às mensagens no celular. Foi um choque muito grande o que aconteceu", disse Ana Cláudia.

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