Polícia francesa investiga possíveis cúmplices do atentado de Nice

Un homme interpellé par la police, le 16 juillet, dans le cadre de l'enquête sur l'attentat de Nice.
Un homme interpellé par la police, le 16 juillet, dans le cadre de l'enquête sur l'attentat de Nice. REUTERS/Eric Gaillard

Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, autor do atentado de Nice reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, planejou seu ataque e enviou mensagens pelo celular a possíveis cúmplices pouco antes do massacre.

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O motorista tunisiano de 31 anos também se fotografou ao volante entre os dias 11 e 14 de julho antes de enviar a imagem por SMS, segundo informações da AFP. Além disso, Mohamed Lahouaiej-Bouhlel enviou uma outra mensagem pelo celular, pouco antes do ataque de Nice, gabando-se de ter obtido uma pistola e evocando o fornecimento de outras armas, de acordo com fontes próximas.

A polícia francesa se pergunta se as armas que ele cita na mensagem seriam destinadas a ele próprio ou a outras pessoas, e mais de 200 agentes estão mobilizados para identificar os destinatários das mensagens, numa tentativa de identificar possíveis cúmplices. De acordo com uma fonte próxima aos investigadores, o tunisiano esteve no local do atentado com seu caminhão nos dias 12 e 13 de julho, antes da carnificina cometida no feriado nacional de 14 de julho.

Seis pessoas continuam em detenção provisória, após a liberação da ex-mulher do assassino. Entre os detidos, um albanês de 38 anos, preso na manhã deste domingo (17), é suspeito de ter fornecido a arma citada por Mohamed Lahouaiej-Bouhlel na mensagem enviada pelo celular.

A reação do governo francês

Oito meses após decretar o estado de emergência na França e adotar novas leis antiterrorismo, na sequência dos ataques de 13 de novembro em Paris, o governo socialista de François Hollande, apelou no sábado a "todos os patriotas franceses" para que apoiem as forças de segurança.

Bernard Cazeneuve, ministro do Interior da França, pediu neste sábado (16) aos franceses que se alistem aos reservistas da polícia e da guarda civil. Na véspera de um novo conselho de defesa e segurança para discutir este novo ataque terrorista, que resultou em 84 vítimas, o governo francês continua a ser alvo de críticas. "Cem mil policiais, gendarmes e soldados estão mobilizados para garantir a segurança do país”, afirmou Cazeneuve.

O descontentamento dos franceses frente à onda de ataques pode ser lido nas mensagens deixadas na Promenade des Anglais, tradicional área turística e palco do ataque terrorista de Nice, no Sul da França. "Chega de conversa!", "Chega de derramamento de sangue em nossas ruas!", "Parem os massacres!", dizem algumas mensagens deixadas no local.

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