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França

Premiê francês admite falha por libertar terrorista que atacou igreja

O primeiro-ministro Manuel Valls na Assembleia Nacional francesa. 20/07/16
O primeiro-ministro Manuel Valls na Assembleia Nacional francesa. 20/07/16 REUTERS/Philippe Wojazer
Texto por: RFI
3 min

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, admitiu que libertar um dos autores do ataque contra igreja no noroeste da França foi um erro da justiça. A declaração foi concedida ao jornal Le Monde desta sexta-feira (29).

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Adel Kermiche, de 19 anos, passou 10 meses detido entre 2015 e 2016, aguardando julgamento por ter tentado se integrar ao grupo Estado Islâmico na Síria. Em março deste ano, um recurso apresentado pela promotoria foi indeferido pelo juíz, com uma tornozeleira eletrônica. 

Na última terça-feira (26), o rapaz e um cúmplice realizaram um atentado contra a igreja de Saint-Etienne du Rouvray na região da Normandia. No local, eles mantiveram um grupo de pessoas como reféns e degolaram o padre Jacques Hamel, de 86 anos.

O crime, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, abalou a opinião pública francesa, menos de duas semanas depois do massacre em Nice, que causou a morte de 84 pessoas.

A série de atentados terroristas na França, que começou em 2015 com o ataque ao jornal Charlie Hebdo, continua a desestabilizar o governo do Partido Socialista, a menos de um ano da eleição presidencial.

Valls endurece o discurso

Preocupado com a situação atual, o primeiro-ministro Manuel Vals endureceu o seu discurso. Pela primeira vez, o chefe de governo admitiu a possibilidade de proibir o financiamento internacional na construção de novas mesquitas na França. Ele declarou também que gostaria que todos os líderes muçulmamos, os imãs, sejam formados na França, e não no exterior. "A luta contra a radicalização será um marco desta geração", disse.

Segundo primeiro-ministro, os muçulmanos da França precisam reagir contra a radicalização religiosa. Ao mesmo tempo, advertiu que a justiça será inflexível com aqueles que tentam transformar a comunidade muçulmana em bode expiatório dos atos terroristas. "É preciso recomeçar tudo do zero e inventar uma nova relação com o Islã da França", declarou ao jornal Le Monde.

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