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Terrorismo

Por que o Telegram é o aplicativo preferido dos jihadistas

Telegram tem 100 milhões de usuários em todo o mundo.
Telegram tem 100 milhões de usuários em todo o mundo. Divulgação/Telegram
Texto por: RFI
3 min

Seis dias após o ataque contra a igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, no noroeste da França, as investigações prosseguem para tentar determinar se os dois agressores agiram com ajuda de cúmplices. Analisando os dados do celular de um dos autores do atentado, Abdel Malik Petitjean, de 19 anos, as autoridades descobriram que o rapaz havia mencionado sua intenção de atacar uma igreja a um primo, através do aplicativo Telegram. O sistema é célebre por ser frequentemente utilizado por membros do grupo Estado Islâmico.

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"As mensagens do Telegram são codificadas e podem se autodestruir": é desta forma que o aplicativo vende sua eficácia na proteção dos conteúdos. Não é à toa que o grupo Estado Islâmico recomenda a utilização do sistema para que seus integrantes escapem da vigilância das autoridades.

O Telegram contabiliza 100 milhões de usuários em todo o mundo. O sistema é similar ao Whatsapp, sistema de mensagens via smartphone mais popular atualmente. O mecanismo preferido pelos jihadistas também permite a comunicação escrita ou por gravação de áudio, além do envio de vídeos e criação de grupos de conversas.

O sistema é particularmente utilizado no Irã. Já na França, políticos que temem espionagem também são fãs do Telegram.

Polêmica em torno do Telegram

Em novembro de 2015, depois dos atentados que deixaram 130 mortos em Paris, os dois criadores do Telegram, os irmãos Nikolaï et Pavel Durov, foram duramente criticados. Eles se recusaram durante certo tempo a fornecer acesso às autoridades às contas do Telegram e a bloquear para investigação o perfil de membros do grupo Estado Islâmico.

Em fevereiro deste ano, depois de um longo entrave, a dupla resolveu modificar a política do Telegram, cancelando 78 contas e grupos utilizados pelos jihadistas para discussão. No entanto, os usuários anônimos continuam a se comunicar livremente e, a exemplo do incidente em Saint-Etienne-du-Rouvray, a planejar ataques.

Vivendo a 700 quilômetros de distância, os dois autores do atentado contra a igreja entraram em contato quatro dias antes antes de concretizar a ação. Foi também neste período que um dos agressores transmitiu, via Telegram, o vídeo em que presta juramento ao grupo Estado Islâmico.

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