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França

Imigração e terrorismo serão determinantes na presidencial de 2017

Migrantes dormem em rochedos na altura do posto de fronteira de Saint Ludovic, entre Ventimiglia (Itália) e Menton (França).
Migrantes dormem em rochedos na altura do posto de fronteira de Saint Ludovic, entre Ventimiglia (Itália) e Menton (França). REUTERS/Eric Gaillard
Texto por: RFI
2 min

Os principais destaques da imprensa nesta segunda-feira (8) são a pressão migratória na Europa e uma entrevista concedida pelo presidente francês, François Hollande, ao jornal Le Figaro durante o voo de retorno do Rio de Janeiro a Paris, no último sábado (6).

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Le Figaro dedica sua manchete à entrevista com Hollande e ao trecho em que ele afirma ainda ter dúvidas se irá disputar a reeleição, em maio de 2017. A decisão só deverá ser anunciada no final do ano. Hollande afirma que "um segundo mandato não pode ser simplesmente o prolongamento do primeiro".

O líder socialista diz que, além do balanço de realizações, "é preciso um motivo suficientemente forte" para se submeter às urnas. Se considerar que tem chances, apesar da enorme impopularidade, Hollande aceitaria passar pelas primárias do Partido Socialista. Caso seja derrotado, ele garante que não disputará outro mandato eletivo e promete se retirar da política.

Sobre a questão do terrorismo, Hollande reconhece que será o tema central da campanha. "A direita fará propostas para combater o terrorismo com mais eficácia. Por outro lado, a esquerda deve enfatizar a necessidade de vivermos todos juntos [referindo-se implicitamente aos descendentes de imigrantes e muçulmanos], único caminho para evitar a tentação do autoritarismo", declara François Hollande.

Pressão migratória na fronteira franco-italiana

Ainda na capa, Le Figaro mostra que a pressão migratória na fronteira franco-italiana segue intensa. No último fim de semana, centenas de migrantes, a maioria africanos, que estavam no campo de refugiados de Ventimiglia, conseguiram atravessar a fronteira e chegar à cidade francesa de Menton.

"A Europa continua sem encontrar uma solução para esse desafio", escreve o jornal, chamando a atenção para um suposto clima de exasperação que toma conta das cidades submetidas à chegada maciça de migrantes sem documentos, "cujas intenções reais ninguém conhece". De forma direta, o jornal conservador vincula a imigração ao terrorismo e cobra soluções realistas dos dirigentes europeus. O texto ainda ressalta o clima de chantagem imposto pela Turquia, país de trânsito dos refugiados provenientes da Síria e do Iraque.

As relações entre a União Europeia e a Turquia são tema do editorial do jornal católico La Croix. Depois das desastrosas consequências da Primavera Árabe, é compreensível que a Europa mantenha uma posição cautelosa em relação a um dos poucos países ainda estáveis na região do Oriente Médio, diz o La Croix em referência à Turquia.

Na opinião do diário católico, "está mais do que na hora de traçar as bases de uma resposta europeia concreta aos turcos, baseada na solidariedade, senão os europeus correm o risco de empurar a Turquia para os braços de Vladimir Putin, que nem esperava tanto", assinala La Croix.

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