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França

Para imprensa, Macron sai do governo Hollande para ser candidato

Ministro da Economia, Emmanuel Macron, pediu demissão nesta terça-feira.
Ministro da Economia, Emmanuel Macron, pediu demissão nesta terça-feira. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: RFI
3 min

O pedido de demissão do ministro da economia francês, Emmanuel Macron, é o grande destaque de toda a imprensa francesa desta quarta-feira (31). A saída, confirmada na véspera, já era esperada, mas não deixa de ser um duro golpe para o governo de François Hollande.

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Em sua manchete, o jornal Le Figaro diz: "Macron deixa o navio e atira em Hollande". O título faz referência ao fato de o jovem ministro de 38 anos ter se dirigido de barco da sede do Ministério da Economia, pelo rio Sena, até a sede do governo, para pedir sua demissão.

Macron ainda não fala abertamente em uma pré-candidatura à eleição presidencial de 2017, mas muitos analistas acreditam que é esta sua intenção. Dessa forma, diz Le Figaro, este seria o segundo ministro da economia de Hollande a tentar concorrer contra a reeleição do presidente, já que, há duas semanas, foi Arnaud Montebourg que anunciou sua pré-candidatura.

Já a manchete do jornal econômico Les Echos é curta e direta: "A Aposta". O diário diz que Macron deixa o governo para se dedicar ao próprio movimento político que lançou no último mês de abril e lembra o perfil liberal do ex-ministro, muito mais à direita do que o próprio partido socialista.

Socialista liberal

O Les Echos lembra que são da autoria de Macron diversas reformas liberais do governo Hollande, como legislação flexível para o transporte de ônibus, além da abertura das lojas aos domingos, uma antiga batalha francesa. O jornal também diz que Macron é apreciado pelo patronato e pelos empresários e que, com sua saída, ele fragiliza o governo Hollande.

O tabloide Aujourd’hui en France traz na manchete: "Por que ele sai batendo a porta". O jornal não tem dúvida: o objetivo de Macron é “sentar na cadeira” de Hollande a partir de maio do que ano que vem.

O jornal entrevista integrantes do governo, sem identificá-los, que garantem que a decisão contrariou o presidente. Também dizem que Macron não vai disputar a primária do Partido Socialista que definirá o candidato. Se ele se lançar, será direto à corrida presidencial, quem sabe até mesmo enfrentando o presidente na urnas.

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