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França/eleições

Sarkozy fica fora da corrida presidencial derrotado por ex-premiê

O ex-premiê François Fillon, foi o melhor colocado na corrida à presidência de 2017, no primeiro turno das primárias da direita..
O ex-premiê François Fillon, foi o melhor colocado na corrida à presidência de 2017, no primeiro turno das primárias da direita.. REUTERS/Thomas Samson/Pool
Texto por: RFI
4 min

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy poderá deixar a vida política depois da derrota no primeiro turno das primárias da direita neste domingo (20) vencido por seu ex-premiê e rival, François Fillon, o melhor colocado na corrida à presidência de 2017.

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Nicolas Sarkozy, de 61 anos, saiu da disputa por uma vaga para a eleição presidencial após ter ficado em terceiro com apenas 20,6% dos votos. Seu ex-premiê, François Fillon recebeu 44,1% dos votos, enquanto Alain Juppé, um dos favoritos segundo as sondagens, teve 28,6%.

“Trago comigo os eleitores da direita e do centro que buscam a vitória de seus valores”, declarou o ex-primeiro-ministro. "Há meses eu faço meu caminho calmamente, com seriedade, com um projeto preciso e poderoso. Não desvio da minha caminhada”, disse Fillon em seu discurso de celebração da vitória.

"Defendi minhas convicções, com ardor e paixão, mas não consegui convencer", declarou o ex-chefe de Estado (2007-2012), reconhecendo a sua derrota. Nicolas Sarkozy também perdeu para o seu rival histórico, o prefeito de Bordeaux (sudoeste) e ex-primeiro-ministro de Jacques Chirac Alain Juppé, que com 28,1% dos votos terá dificuldades para conquistar a vaga no segundo turno das primárias no próximo domingo (27).

Índice de participação

Entre 3,9 e 4,3 milhões de pessoas votaram para escolher entre os sete candidatos das primárias do partido “Os Republicanos”, de direita. Esta participação expressiva se deve ao cenário político favorável à extrema-direita: o candidato da legenda tem boas chances de ser eleito presidente daqui cinco meses, no segundo turno contra a candidata da extrema-direita Marine Le Pen.

Três debates televisivos entre todos os sete candidatos - seis homens e uma mulher - permitiram que Francois Fillon tivesse uma ascensão meteórica nas pesquisas nos últimos dias, que acabou por se confirmar neste domingo. Católico, pai de cinco filhos, Fillon tem um projeto econômico liberal. Ele propõe a eliminação de meio milhão de empregos no funcionalismo público, um retorno da carga horária de trabalho de 39 horas semanais, entre outras medidas.

O vencedor do primeiro turno das primárias de direita também pretende rever a lei que autoriza a adoção por casais homossexuais e quer reduzir a imigração “ao mínimo necessário”.

O candidato Alain Juppé, apontado durante várias semanas como favorito das primárias da direita, adota uma linha ponderada, e recusa a retórica populista da Frente Nacional (FN), de Marine Le Pen. Por outro lado, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, derrotado em 2012 pelo socialista François Hollande, optou por uma guinada à direita. Apresentando-se como o "defensor da maioria silenciosa", centrou seu discurso na autoridade, segurança, identidade e Islã.

“Nunca tomar o caminho dos extremos”

Em seu discurso, Juppé pediu a seus correligionários que "nunca tomassem o caminho dos extremos", em alusão ao partido de extrema-direita Frente Nacional. "Este primeiro turno foi uma surpresa, no próximo domingo, se vocês quiserem, e eu quero, será outra surpresa", lançou, por sua vez, Juppé. Combativo, ele fez um apelo em favor da união "para virar a página de um período desastroso de cinco anos que arruinou o nosso país e para bloquear a FN que nos levaria para uma aventura ainda pior".

Os socialistas devem, por sua vez, organizar as suas primárias em janeiro. O presidente François Hollande deverá anunciar se tenta ou não a reeleição no início de dezembro, de acordo com seus colaboradores.
 

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