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França

Mélenchon é criticado por projeto de possível entrada da França na Aliança Bolivariana

Jean-Luc Mélenchon desponta nas pesquisas de opinião para a eleição presidencial francesa
Jean-Luc Mélenchon desponta nas pesquisas de opinião para a eleição presidencial francesa GUILLAUME SOUVANT / AFP
Texto por: RFI
3 min

O candidato da esquerda radical para a presidência francesa, Jean-Luc Mélenchon, vem sendo alvo de várias críticas de seus opositores desde que começou a despontar nas pesquisas de opinião. Esta semana, seus concorrentes massacraram um dos pontos de seu programa, no qual preconiza a adesão da França à Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América). A equipe de Mélenchon reagiu e disse que a proposta está sendo apresentada de forma caricatural.

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 A ideia de “instaurar uma política de codesenvolvimento com a América Latina e o Caribe, aderindo à ALBA” é o ponto n°62 do programa de Mélenchon, redigido em dezembro de 2016. Mas a proposta só voltou à tona esta semana, após ter sido levantada novamente durante uma entrevista com Alexis Corbière, porta-voz do candidato da esquerda radical, questionado sobre o tema.

O representante de Mélenchon se irritou com a insistência do jornalista, mas o mal já havia sido feito: desde então, os comentários sobre essa possível entrada da França na Alba invadiram a corrida presidencial. O ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, que aparece como favorito nas pesquisas de opinião, ironizou o embalo midiático que Mélenchon vem despertando. Em ton jocoso, o centrista disse estar em um fogo cruzado, “entre uma reforma radical, onde o país será limado sem proposta de justiça e outra, na qual o país poderia participar da Aliança Bolivariana”.

A alfinetada faz alusão ao programa do ex-primeiro-ministro François Fillon, de direita, e ao famoso ponto 62 do líder da esquerda radical. “Nosso país vive um momento de fascinação por uma face romântica da justiça”, continuou Macron, ainda em referência à ascensão de Mélenchon, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas.

Vários jornais e sites de notícias também publicaram matérias explicando a origem da Alba. Os textos relatam que o grupo, lançado em 2004 pelo então presidente venezuelano, Hugo Chávez, é composto atualmente por várias nações da América do Sul e das Antilhas. A Aliança também acolhe países chamados de “observadores”, como o Irã e a Síria.

Equipe de campanha de Mélenchon reage

Diante da polêmica, a equipe de Mélenchon reagiu. “Como nós levamos a sério a Guiana, a Martinica e Guadalupe, consideramos que elas devem estar ligadas e devem colaborar com os países da América do Sul”, disse o diretor da campanha da esquerda radical, Manuel Bompard. “Fomos muito caricaturados sobre o assunto”, disse o representante, lembrando que a França já faz parte da Associação dos Estados do Caribe, grupo do qual Cuba e Venezuela também são membros. “Então o que estamos propondo não tem nada de extraordinário ou excepcional”, insistiu.

Em seu programa detalhado, Mélenchon explica que apenas as Antilhas francesas e a Guiana Francesa poderiam entrar na Alba.

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