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Cannes

Festival de Cinema de Cannes : 70 anos de escândalo no tapete vermelho

Cicciolina fez a alegria dos fotógrafos em 1988 durante o Festival de Cinema de Cannes
Cicciolina fez a alegria dos fotógrafos em 1988 durante o Festival de Cinema de Cannes AFP PHOTO
Texto por: Silvano Mendes
5 min

Começa esta semana a 70ª edição do Festival de Cinema de Cannes. Além de ser um dos principais acontecimentos da Sétima Arte no mundo, o evento também entrou para a história por seus escândalos e gafes de celebridades no tapete vermelho.

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A partir desta quarta-feira (17), os olhos do mundo estarão voltados para a Côte d’Azur. Além das projeções nas telonas e da corrida pela Palma de Ouro, um dos momentos mais esperados é a subida da escadaria do Palácio do Festival de Cannes, quando, diariamente, as estrelas dos filmes em competição, mas também produtores e celebridades diversas, se expõem em um dos red carpets mais fotografados do planeta.

Em sete décadas, porém, o tapete vermelho de Cannes não foi apenas palco de momentos de glamour. Entre trajes inadequados, decotes exagerados e atos militantes, a subida da famosa escadaria da Croisette, a avenida beira-mar onde fica o Palácio do Festival, também assistiu vários escândalos que marcaram a história do evento.

Um dos exemplos mais lembrados é o da atriz Cicciolina, que apareceu em 1988 com os seios à mostra, para a alegria dos fotógrafos. Mais discreta, mas não menos polêmica, a cantora Madonna foi à Cannes para apresentar o documentário “Na Cama com Madonna” em 1991. A estrela desceu do carro com um quimono rosa mas, ao alcançar o topo da escadaria, se despiu deixando à mostra uma calcinha de cintura alta em cetim rosa e um sutiã em forma de cone, que se tornou sua marca registrada. A foto deu a volta ao mundo e fez a fama do estilista francês Jean-Paul Gaultier, autor da lingerie.

Ainda na categoria dos exageros de estilo, outra subida da escadaria que entrou para a história de Cannes foi a da cantora Björk, que deixou os fashion addict loucos em 2001. Presente para a projeção do filme “Dançando no escuro”, ela causou furor, primeiro com um vestido rosa armado com uma espécie de origami gigantes, seguido por um vestido em forma de cisne, com o pescoço do animal servindo de gola.

Björk, ao lado de Catherine Deneuve, com um de seus vestidos que fizeram polêmica em Cannes, em 2001
Björk, ao lado de Catherine Deneuve, com um de seus vestidos que fizeram polêmica em Cannes, em 2001 JACK GUEZ / AFP

Sophie Marceau e seus vestidos traiçoeiros

Para quem diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, a francesa Sophie Marceau é a prova do contrário. Em 2005, quando a atriz rodopiava diante dos fotógrafos no tapete vermelho, a alça de seu vestido se soltou e ela acabou, por alguns segundos, com o seio de fora. Dez anos depois, a estrela francesa foi novamente alvo de um vestido traiçoeiro, com uma fenda indiscreta que expôs sua calcinha na subida da escadaria. Mas desta vez, a atriz, que fazia parte do júri, nem percebeu o acidente. O único problema é que, em tempos de redes sociais, a foto “viralizou” antes mesmo do fim da sessão.

Em 2014, Sophie Marceau foi alvo pela segunda vez de um vestido traiçoieiro.
Em 2014, Sophie Marceau foi alvo pela segunda vez de um vestido traiçoieiro. BERTRAND LANGLOIS / AFP

E enquanto algumas atrizes se arrependem de uma pose inapropriada ou de um vestido ousado demais, outras marcaram o tapete vermelho de Cannes por sua ausência nas fotos. Foi o caso da francesa Isabelle Adjani que apresentava “Verão Assassino”, em 1983, e que decidiu não comparecer na tradicional entrevista coletiva de imprensa que sucede a projeção do filme. O capricho não foi perdoado e, ao chegar no tapete vermelho, a diva foi boicotada. A imagem de duas fileiras de fotógrafos com seus aparelhos no chão, virando as costas para a atriz, também entrou para a história de Cannes.

O 70° Festival de Cinema de Cannes vai até 28 de maio.

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