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Macron quer trabalhar com “atores regionais” contra “ditadura” na Venezuela

O presidente francês Emmanuel Macron durante discurso anual com embaixadores em Paris, em 29 de agosto de 2017.
O presidente francês Emmanuel Macron durante discurso anual com embaixadores em Paris, em 29 de agosto de 2017. REUTERS/Yoan Valat/Pool
Texto por: RFI
4 min

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (29), durante reunião com 170 embaixadores franceses, em Paris, que o presidente venezuelano Nicolás Maduro criou uma "ditadura" que luta para se perpetuar no poder.

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"Nossos cidadãos não entendem como algumas pessoas têm sido tão complacentes com o regime que está se estabelecendo na Venezuela. Uma ditadura que tenta sobreviver a um custo humano sem precedentes", disse o presidente francês Emmanuel Macron em seu primeiro grande discurso sobre política externa, nesta terça-feira (29), dirigido ao primeiro escalão do corpo diplomático francês, em Paris. Macron disse que estaria pronto a colaborar com “atores regionais” para evitar “novas escaladas das tensões locais”.

A Venezuela enfrenta há vários meses uma profunda crise política e econômica, marcada pela escassez de alimentos e remédios, assim como por uma brutal inflação. Desde o dia 4 de agosto, o país tem uma Assembleia Constituinte, que assumiu as funções do Parlamento, controlado pela oposição, o que gerou muitas críticas da comunidade internacional. Quase 130 pessoas já perderam a vida durante os quatro meses de protestos contra Maduro no poder.

Terrorismo islâmico será “prioridade” da política externa francesa

Mas o governo venezuelano não foi o único alvo do presidente francês nesta terça-feira. O chefe de Estado afirmou também que tornará a luta contra o "terrorismo islâmico" a “prioridade” de sua política externa. Macron também anunciou que promoverá uma conferência dedicada à luta contra o financiamento do terrorismo, no início de 2018, na França.

 Aos embaixadores do país, Macron declarou que a segurança era a “razão de ser" da diplomacia francesa. "Garantir a segurança dos nossos concidadãos faz da luta contra o terrorismo islâmico a primeira prioridade da nossa política externa", disse ele." Sim, estou falando de terrorismo islâmico e assumo plenamente o uso deste adjetivo".

"Nada seria mais absurdo do que negar a ligação entre os atos terroristas que estamos sofrendo e uma leitura fundamentalista e mesmo política de um certo Islã. Nenhum tipo de ingenuidade é apropriado neste caso", acrescentou. "Não devemos ter medo do Islã e embarcar na suspeita geral de milhões de muçulmanos que vivem na Europa e não têm nenhuma conexão com essas doutrinas fanáticas”, pontuou Macron.

Crise no Golfo e Irã

Sofrendo há dois anos por uma série de ataques terroristas, a França se encontra atualmente empenhada na luta contra grupos jihadistas, na Líbia, no Iraque e na Síria, lembrou o presidente francês. O chefe de Estado solicitou mais uma vez transparência em relação a todas as formas de financiamento do terrorismo, num contexto de fortes tensões diplomáticas entre o Qatar e os países do Golfo, que acusam Doha justamente de financiar grupos terroristas.

Quanto ao Irã, Emmanuel Macron reafirmou o compromisso da França com o Acordo de Viena de 2015, que selou as prerrogativas do programa nuclear iraniano. "Não há outra alternativa ao regime de não-proliferação do poder nuclear, e, portanto, seremos implacavelmente a favor de sua aplicação", finalizou o presidente francês.

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