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França/ Trote

França: faculdade de enfermagem de Toulouse investiga trote violento

Faculdade abriu investigação depois de trote violento em uma escola de enfermagem (imagem ilustrativa).
Faculdade abriu investigação depois de trote violento em uma escola de enfermagem (imagem ilustrativa). Jorge Guerrero / AFP
Texto por: RFI
3 min

Os representantes do sindicato francês CGT do hospital de Toulouse denunciam atos de violência ocorridos nesta terça-feira (5), durante uma festa organizada pelos veteranos da faculdade de Toulouse, no sul do país.

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Segundo testemunhas, os calouros foram reunidos em um anfiteatro e tiveram as mãos amarradas com fitas adesivas. Em seguida, os cerca de 100 veteranos que participaram do trote misturaram ovos, farinha, vinagre, antissépticos e ração para animais e jogaram nos rostos dos jovens estudantes – inclusive nos olhos, descreve o comunicado da CGT.

Cerca de 250 universitários estavam presentes na hora do trote, que durou mais de uma hora. Eles também foram obrigados a cantar músicas eróticas e, caso se recusassem, eram alvo de uma nova chuva de ovos.

De acordo com o sindicato francês, os calouros que se recusaram a participar da brincadeira foram impedidos de deixar o anfiteatro. “Muitos declararam ter sido humilhados publicamente”, diz o texto do comunicado, que denuncia uma prática “ultrapassada” e exige que a instituição se responsabilize e peça desculpas aos estudantes.

A denúncia foi feita pela rádio francesa France Bleu, que não obteve o depoimento de nenhum aluno. Conhecido como “bizutage” na França, o trote é proibido por lei desde junho de 1998. A direção da faculdade de enfermagem garantiu que irá abrir uma investigação interna para verificar as denúncias.
O comitê de higiene, segurança e condições de trabalho também se reuniu nesta quinta-feira (6) para averiguar o caso.

Prática recorrente

Apesar de ilegal na França, o trote é uma prática recorrente. Em 2011, quatro estudantes franceses foram condenados a oito meses de prisão pelo Tribunal Correcional de Paris.
Veteranos da Universidade Paris-Dauphine e responsáveis de uma associação estudante, eles obrigaram um calouro, durante uma “entrevista de seleção”, a tirar a roupa, o embebedaram, prenderam suas mãos e amarraram uma corda em volta do pescoço.
O jovem também levou socos na cara. Os veteranos ainda escreveram o nome da associação nas costas do aluno com uma tampinha de garrafa

 

 

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