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Erdogan diz que defensores dos direitos humanos “fecharam os olhos” para violências em Paris

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou nesta segunda-feira (10) a intervenção policial contra os protestos na França
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou nesta segunda-feira (10) a intervenção policial contra os protestos na França REUTERS/Umit Bektas
Texto por: RFI
3 min

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou nesta segunda-feira (10) que os defensores dos direitos humanos estão “de olhos fechados” para as violências ocorridas durante as manifestações dos “coletes amarelos” na França. O chefe de Estado ressaltou que eles “estavam prontos para criticar a Turquia” sempre que julgavam necessário.

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“Aqueles que defenderam os direitos humanos durante as manifestações de Gezi em Istambul [em 2013] agora se tornaram cegos, surdos e mudos em relação ao que se passa em Paris”, disse Erdogan, durante um discurso na televisão.

A fala de Erdogan veio depois que a ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn, acusou o dirigente turco de interferir na política da França, ao falar da “violência desproporcional” dos policiais franceses contra os manifestantes “coletes amarelos”. “Fico fora de mim quando ouço esses políticos extremistas que se aproveitam da situação [francesa] (...) É uma ingerência, são pessoas que se aproveitam da situação para justificar suas próprias políticas totalitárias”, disse Agnès Buzyn.

Há cinco anos, as autoridades turcas foram severamente criticadas pela comunidade internacional pela repressão brutal dos protestos antigovernamentais, chamadas de “Gezi”. “O mundo se mobilizou durante os eventos de ‘Gezi’. Por quê? Porque se trata da Turquia? Vamos lá, façam a mesma coisa agora”, disse Erdogan, diante dos membros de seu partido em Ancara.

Reações diversas aos “coletes amarelos”

No total, 1.723 pessoas foram detidas em toda a França no sábado (8), durante as manifestações dos “coletes amarelos”, e 1.220 foram colocadas em prisão preventiva, segundo os dados do ministério do Interior.

Além de Erdogan, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, também emitiu sua opinião sobre os “coletes amarelos”, dizendo que eles representam o fracasso dos políticos europeus. “Macron não é um problema para mim, é um problema para o povo francês”, afirmou.

Steve Bannon, que participou da campanha do presidente americano Donald Trump, disse que “Paris queima” e que os “coletes amarelos da França são exatamente o mesmo tipo de pessoas que elegeram Trump e que votaram pelo Brexit”.

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