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Coletes Amarelos

França proíbe protestos na Champs-Elysées após atos de vandalismo em Paris

Emmanuel Macron convocou uma reunião de crise com sua equipe após atos de vandalismo durante protesto nas ruas de Paris
Emmanuel Macron convocou uma reunião de crise com sua equipe após atos de vandalismo durante protesto nas ruas de Paris Ludovic Marin/Pool via REUTERS
Texto por: RFI
2 min

Dois dias após protestos marcados por atos de vandalismo em Paris durante um ato organizado pelos “coletes amarelos”, o governo francês decidiu proibir a organização de manifestações em zonas consideradas sensíveis na capital e em grandes cidades. O chefe da polícia parisiense também foi demitido.

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Joalherias e lojas saqueadas, restaurantes e bancos incendiados, confrontos entre manifestantes e policiais. As imagens de violência na famosa avenida Champs-Elysées causaram indignação e fizeram lembrar as cenas de caos de dezembro, quando o Arco do Triunfo foi vandalizado.

Criticado, o governo  francês admitiu que houve "falhas" no dispositivo de segurança estabelecido neste final de semana. "Os acontecimentos em Paris são intoleráveis e o presidente da República pediu ao governo uma resposta à altura da situação", declarou o primeiro-ministro Edouard Philippe nesta segunda-feira (18), ao final de uma reunião de crise presidida por Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu.

Philippe anunciou várias medidas destinadas a impedir que o cenário de sábado (16) se repita. Entre elas, a proibição de "manifestações nos bairros mais afetados quando tivermos conhecimento da presença de vândalos e sua vontade de causar danos". Estão na lista das zonas consideradas sensíveis a região da famosa Champs-Elysées, da praça Pey-Berland em Bordeaux e da praça do Capitólio em Toulouse (sudoeste).

O primeiro-ministro também anunciou a demissão do chefe de polícia de Paris, Michel Delpuech. Ele será substituído na quarta-feira (20) por Didier Lallement, atual chefe de polícia da região de Aquitaine, no sudoeste da França.

Valor das multas foi reajustado

Além disso, haverá um aumento considerável na multa aplicada a quem participar de uma manifestação proibida. Quem infringir a lei terá que pagar 135 euros, ao invés dos 38 euros atualmente em vigor.

De acordo com um membro da equipe de Macron, o chefe de Estado está "determinado" a parar com os atos de violência. O presidente disse que "não há diálogo possível com esse núcleo duro de extremistas".

(Com informações da AFP)

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