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Paris/crise

Galerias Lafayette abrem loja na Champs Elysées em meio a crise dos "coletes amarelos"

Inaguração Galerias Lafayette Champs Elysées
Inaguração Galerias Lafayette Champs Elysées ERIC PIERMONT / AFP
Texto por: RFI
4 min

Grupo abre terceira loja em Paris em quatro níveis, com 6.500 metros quadrados de superfície. O novo centro comercial não tem vitrines visíveis da avenida, o que deve preservá-lo de eventuais saques e tumultos nas manifestações.

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A aposta é arriscada, diante de um contexto social tenso: as Galerias Lafayette investiram na abertura de uma nova loja nas Champs Elysées, que está sendo considerada como pioneira de um “novo modelo comercial”: ele rompe com as tradicionais concessões, nas quais as marcas atuam de maneira independente e pagam uma comissão pelo espaço.

Os estoques e a venda dos produtos serão gerenciados pela própria galeria. Os 300 vendedores, chamados de “personnal stylists”, são empregados da Lafayette, e não das marcas. O subsolo é dedicado à alimentação e o térreo à beleza. O primeiro e segundo andares foram reservados para a moda, acessórios, bolsas, sapatos, óculos e bijuterias. Os clientes também terão um café à disposição e um restaurante abrirá as portas em maio.

São esperados de 10 a 15 mil visitantes por dia. O valor do investimento não foi revelado. “É uma loja feita para os parisienses, que precisam voltar a frequentar a Champs Elysées”, diz Nicolas Houzé, diretor-geral das Galerias Lafayette, que possui 56 lojas na França e cinco no exterior. O volume de vendas dos estabelecimentos do grupo chegou a € 4,5 bilhões em 2018, cerca de R$ 19 bilhões.

Instalada em um imóvel art déco, no lugar de uma antiga Virgin Megastore, a galeria foi imaginada pelo arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, que teve a ideia de reunir cubos de vidro suspensos em cima de um hall. Para o ministro da Economia, Bruno Lemaire, a “empresa participa da “reinvenção” da avenida Champs Elysées, parte do patrimônio cultural francês, e que é mais forte do que toda a violência”, declarou, em referência aos tumultos que levaram à proibição das manifestações do "coletes amarelos" na avenida.

O local, por onde passam cerca de 300 mil visitantes por dia, entre eles mais de 40% de turistas, tem um dos aluguéis mais caros do mundo – o metro quadrado custa cerca de € 14 mil (R$ cerca de 61 mil). Trata-se da quarta avenida mais cara do mundo.

Reabilitando a avenida

A ideia do governo de revitalizar a Champs Elysées também envolve outros projetos, como a renovação de fontes na rotatória da avenida pensadas pelos designers Ronan e Erwan Bourollec. Novas marcas, como a Apple ou Dior também abriram novos estabelecimentos.

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