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Em livro, Sarkozy elogia casal Macron e critica seu ex-premiê

Capa do novo livro do ex-presidente Nicolas Sarkozy
Capa do novo livro do ex-presidente Nicolas Sarkozy RFI

Em “Paixões”, que chegou nesta quinta-feira (27) às livrarias francesas, o ex-chefe de Estado narra sua trajetória política, alfineta ex-aliados e elogia Macron.

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Em sua autobiografia, que ganhou destaque na imprensa francesa desta quinta-feira (27), o ex-presidente fala de sua vida de maneira "intimista", ironiza o jornal Le Parisien, ao mesmo tempo que está no centro de uma “tempestade judicial”. O ex-chefe de Estado, que governou a França entre 2007 e 2012, será julgado por corrupção dentro de alguns meses.

Na quarta-feira (19) passada, o último recurso que poderia evitar seu julgamento pelos crimes de corrupção e tráfico de influência foi recusado pela Justiça francesa. Sarkozy é acusado de ter ajudado na promoção de um juiz em Mônaco, Gilbert Azibert, em troca do vazamento de uma informação.

De acordo com Le Parisien, em seu livro, o ex-presidente se diz sensibilizado por algumas atitudes do atual chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, que enviou uma escolta de dois motoqueiros para acompanhar o funeral de sua mãe, em dezembro de 2017. Sarkozy também cita o convite que recebeu para jantar no palácio do Eliseu dois meses depois das eleições presidenciais, dando detalhes sobre a conversa que teve com Macron e sua esposa, Brigitte.

A primeira-dama francesa declarou que sempre teve simpatia pelo ex-presidente, que reagiu dizendo ser “sensível à simpatia e à simplicidade” de Brigitte Macron. Segundo o Le Parisien, que cita trechos do livro, o ex-chefe de Estado também elogia o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, “que tem uma força e uma calma que eu não esperava”, revela Sarkozy.

Contrariamente à opinião que ele tem de seu próprio ex-primeiro-ministro, François Fillon, que teria, segundo Sarkozy, uma imagem bem diferente do que ele é na realidade. O premiê, continua, "parece calmo, ponderado e discreto, mas pode ser brusco e rancoroso", escreve no livro.

O ex-presidente também conta episódios ao lado do ex-presidente François Miterrand, de quem recebeu conselhos de como chegar à Presidência da República. Seu mentor, o também ex-chefe de Estado Jacques Chirac, também é citado na obra. Sarkozy fala sobre o primeiro encontro dos dois, em 1975, quando Chirac disse que ele tinha “nascido para a política”.

Tomada de reféns

O marido da cantora Carla Bruni também descreve a tomada de reféns em 1993, que aconteceu em Neuilly sur Seine, subúrbio rico de Paris, onde Sarkozy foi prefeito.

Na ocasião, a pedido de uma unidade especial da polícia francesa, ele negociou com o homem que invadiu um jardim de infância da cidade, armado com uma pistola e uma cinturão de explosivos.

"Tive medo. Muito medo mesmo. Medo de fracassar. Medo de morrer. Medo de ser ridículo. Mais recusar era impensável", relatou em seu livro de memórias. O homem, que se auto-intitulou Human Bomb, acabou sendo morto durante a operação.

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