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França prepara série de homenagens para ex-presidente Jacques Chirac

Mulher assina livro de ouro colocado à disposição da população no palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, para homenagear Jacques Chirac
Mulher assina livro de ouro colocado à disposição da população no palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, para homenagear Jacques Chirac (Foto: Reuters)

A França se prepara para um fim de semana de homenagens ao ex-presidente Jacques Chirac, que faleceu na quinta-feira, aos 86 anos. A família do ex-chefe de Estado anunciou que realizará uma cerimônia de despedida aberta ao público no domingo, no Hotel dos Inválidos, em Paris.

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No Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, quatro livros de ouro foram disponibilizados até domingo para que cidadãos registrem suas mensagens de despedida. Centenas de pessoas foram prestar sua última homenagem nesta quinta-feira (26), para dizer adeus a um dos presidentes mais carismáticos da França.

O governo francês decretou a próxima segunda-feira (30) como um dia de luto nacional. Segundo a família de Jacques Chirac, seus restos mortais ficarão no cemitério de Montparnasse, em Paris, ao lado de sua filha Laurence, morta em 2016. A data do enterro ainda não foi divulgada.

O presidente Emmanuel Macron fez ontem à noite um discurso em cadeia nacional de rádio e TV, para homenagear Jacques Chirac, que “entra para a História e de quem sentiremos falta a partir de agora”, declarou. Para ele, o ex-presidente é o “símbolo de uma França independente e que tem orgulho de si mesma." Ele ressaltou o fato de que ele "foi capaz de se reerguer contra uma intervenção militar injustificada quando ele se recusa, em 2003, de participar de uma invasão no Iraque sem mandato das Nações Unidas."

Doze anos no poder

O ex-presidente Jacques Chirac , que governou o país de 1995 a 2007, estava doente há muitos anos, morreu cercado de sua família na quinta-feira pela manhã, em Paris. Ele foi prefeito da cidade durante 18 anos, um passo político essencial para sua eleição, como presidente, em 1995.

Em 2007, ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), o que o enfraqueceu e provocou perdas de memória. A partir daí, o ex-presidente foi cada vez menos visto em público. Com ele, desaparece uma das grandes figuras da direita francesa, descrito por um de seus ministros, Philippe Séguin, como “um Don Juan da política, que prefere a conquista do poder a seu exercício.”

 

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