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Sanções contra o Irã serão ineficazes, na avaliação de jornais franceses

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Reuters
3 min

Um dia depois da votação de novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU, jornais franceses estimam que as medidas não terão o impacto esperado, de frear a expansão do programa nuclear iraniano.

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O diário conservador Le Figaro destaca em primeira página as novas sanções adotadas ontem pelo Conselho de Segurança da ONU contra o Irã. O jornal afirma que as potências ocidentais rejeitaram de forma "educada" o acordo tripartite celebrado entre Irã, Brasil e Turquia, para enriquecimento de urânio iraniano no exterior. Le Figaro detalha a lista de empresas na lista negra da resolução 1929 da ONU, em particular os 15 grupos poderosos controlados pela Guarda Revolucionária iraniana, envolvidos em atividades de construção civil e militar, navegação e armamento.

O editorialista Pierre Rousselin, de Le Figaro, afirma que as novas sanções não vão paralisar o programa nuclear iraniano e vão servir, principalmente, para a União Europeia e os Estados Unidos adotarem medidas restritivas ao Irã nas transações comerciais. Segundo o editorialista, o aspecto mais interessante na votação do Conselho de Segurança da ONU foi o voto contrário do Brasil e da Turquia. Isso concretiza o desejo das potências emergentes de imporem suas vozes no mundo, se distinguindo dos cinco membros permanentes, inclusive da Rússia e da China.

O jornal de esquerda Libération estima que o Brasil e a Turquia foram driblados em sua ação, no momento em que tentam aumentar seu poder de influência nas decisões internacionais. Libération concorda com Le Figaro no sentido de que as novas sanções não vão fazer o Irã recuar em seu programa nuclear, mas considera que as medidas poderão enfraquecer o presidente Mahmoud Ahmadinejad na batalha que continua a dividir o regime iraniano.

O jornal católico La Croix destaca a opinião do primeiro-ministro Vladimir Putin sobre a queda-de- braço entre as grandes potências e o Irã. Para Putin, as novas sanções serão ineficazes como foram, no passado, para a Coreia do Norte, que continua a desenvolver seu programa nuclear militar.
 

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