Air France adota medidas contra pedofilia em voos, segundo Le Figaro

Jornais franceses desta quarta-feira.
Jornais franceses desta quarta-feira.

O jornal conservador Le Figaro afirma, em artigo publicado hoje, que a companhia aérea Air France decidiu adotar medidas contra a pedofilia em seus voos. Assim, o novo manual de segurança da companhia, que data de julho de 2009, e que acabou de ser validado pela Direçao Geral da Aviação, estipula que menores entre 4 e 12 anos que viajam sozinhos não devem mais ser colocados ao lado de adultos.  

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A Air France justifica a medida afirmando que casos de abusos sobre crianças já foram registrados em voos da companhia no passado, principalmente nos trajetos longos. Apesar de serem "raros", a companhia afirma que prefere adotar uma atitude responsável ao invés de fechar os olhos para o problema.

Uma medida que divide os sindicatos da Air France. Segundo o Figaro, o sindicato minoritário Alter teme pela segurança das crianças que viajam sozinhas. Em caso de forte turbulência ou despressurização da cabine, por exemplo, o sindicato considera importante que a criança esteja ao lado de um adulto.

Para o Alter, a medida adotada pela Air France é irresponsável e teria sido redigida para satisfazer o serviço jurídico da companhia, que temeria ações na justiça. O jornal Le Figaro lembra que, nos Estados Unidos, as companhias Delta e Continental já adotaram procedimentos similares.

Já o jornal econômico Les Echos afirma hoje que a parte de componentes franceses nos produtos finalizados na França têm diminuido. Em 2009, apenas 69% dos produtos com a etiqueta made in France tinham todos os componentes fabricados no país, contra 75% em 1999.

O jornal comunista Humanité prefere dar destaque às denúncias que pesam sobre o ministro francês do Trabalho, Eric Woerth. O Humanité repercute a revelação feita pelo site da revista Express, indicando que Woerth pediu ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, que atribuísse a distinção da legião de honra ao administrador da fortuna da herdeira da l'Oreal, Liliane Bettencourt. A revelação deixa o ministro numa situação desconfortável, já que Eric Woerth sempre negou ter intercedido em favor do administrador.
 

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