Reforma da previdência e sequestro de franceses pela Al Qaeda em destaque na imprensa

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A reforma da previdência na França e o sequestro de 5 franceses que trabalhavam para o grupo Areva no Níger, na África, reivindicado por um braço da rede terrorista Al Qaida, são os principais destaques da imprensa francesa desta quarta-feira.

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O jornal Le Parisien traz um levantamento do número de franceses que trabalham em zonas de risco. Eles seriam 13.314 vivendo em regiões da África como o Níger, Mali, Nigéria, Chade, Mauritânia e Líbia. Sem contar, afirma o jornal, os cerca de 34 mil franceses que vivem no sul da Argélia, considerado o principal bastião da rede terrorista Al Qaida na região do Magreb Islâmico, noroeste da África.

Já o jornal conservador Le Figaro traz os resultados de uma pesquisa que indica que 70% dos franceses consideram necessária a reforma da previdência do presidente Nicolas Sarkozy, que vai passar de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria na França.

O jornal publica a matéria na véspera de mais uma greve geral convocada no país para protestar contra a reforma do governo. Os resultados indicam, ainda, que 64% da população considera a reforma justa e que 63% dos franceses não acreditam na promessa do Partido Socialista de voltar a adotar a idade mínima legal de 60 anos, caso seu candidato eja eleito nas presidenciais de 2012.

Tendência contrária aponta pesquisa publicada pelo jornal comunista Humanité, que afirma, em sua edição desta quarta-feira, que 74% dos jovens franceses são contra a reforma da previdência.

O jornal econômico Les Echos também se interessa pela reforma da previdência e afirma que, apesar de mais uma greve geral convocada para esta quinta-feira, o governo continua decidido e não pretende mudar a espinha doral de seu projeto, ou seja, a alteração da idade mínima para a aposentadoria.

Já o jornal de tendência socialista Libération prefere dar destaque para assuntos de política interna e traz artigo sobre a guerra de sucessão no interior do governo de Nicolas Sarkozy. O anúncio de um remanejamento no gabinete ministerial de Sarkozy despertou a rivalidade entre seus principais ministros, entre eles o premiê François Fillon e o minsitro da Ecologia, Jean-Luis Borloo, interessado em ocupar o posto de primeiro-ministro.

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