Jornais destacam reforma ministerial em preparação no governo Sarkozy

O primeiro-ministro, François Fillon.
O primeiro-ministro, François Fillon. Reuters

A reforma ministerial esperada até o final do ano, na França, é manchete nessa segunda-feira. A maior dúvida é se o primeiro-ministro François Fillon, que toma cada vez mais distância do presidente Nicolas Sarkozy, fica no cargo ou sai, como assinalam os jornais.

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Fillon corta o cordão umbelical, anuncia o jornal de esquerda Libération. O premiê declarou sua independência, no fim de semana, ao declarar às câmeras de televisão que estava pronto para enfrentar novos desafios, acrescentando que Sarkozy não era mais o seu mentor, informa Libération. Era a indicação que faltava para confirmar o que todos, na França, já sabem: as relações entre Sarkozy e o primeiro-ministro vão de mal a pior, principalmente porque Fillon tem uma popularidade muito superior à do presidente francês, o que irrita profundamente Sarkozy. A grande questão é descobrir quem vai substituí-lo. O homem é discreto, tem a simpatia da maioria dos franceses e autoridade no partido governista, a UMP. Então, como nota Libération, talvez Sarkozy seja obrigado a manter Fillon no cargo. Mas o presidente também cogita colocar na chefia do governo francês o atual ministro do Meio Ambiente, Jean-Loius Borloo, com bom trânsito entre os deputados de direita como do centro, ou tomar o risco de nomear um premiê mais jovem, como rançois Baroin, do Planejamento, ou Bruno Le Maire, da Agricultura. Le Parisien junta três nomes à lista de candidatos: a ministra da Economia, Christine Lagarde, a ministra da Justiça, Michelle Alliot-Marie, e o líder da UMP na Assembleia, Jean-François Copé. O jornal conservador Le Figaro acredita que Sarkozy vai anunciar a reforma ministerial no início de novembro, pouco antes de assumir a presidência do G20.

Os jornais de hoje também destacam em primeira página que a França está disposta a negociar a libertação dos reféns franceses sequestrados pelo grupo terrorista Al Qaeda do Magrebe Islâmico (Aqmi). O governo do Máli informou que os cinco franceses, raptados junto com dois africanos no dia 15 de setembro passado, foram localizados em uma zona desértica entre o Máli e a Argélia.

Le Figaro publica entrevista com o general americano David Petraeus, no comando militar da OTAN no Afeganistão. Petraeus afirma que a dinâmica da guerra passou das mãos dos talibãs para as forças da OTAN. Os países da Aliança do Atlântico Norte não estão a ponto de ganhar a guerra contra os extremistas islâmicos, mas estariam próximos de destruir as bases utilizadas pela insurreição. Petraeus diz que a ambição dos aliados ocidentais não é fazer do Afeganistão a Suíça, e sim permitir que o governo afegão consiga garantir a segurança da população.

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