Jornais franceses destacam ascensão impressionante de Dilma Rousseff

La présidente brésilenne Dilma Rousseff.
La présidente brésilenne Dilma Rousseff. Reuters

As eleições brasileiras são destaque nas versões digitais dos principais jornais franceses desta segunda-feira, mas tiveram menos espaço nas versões impressas, devido ao horário do fechamento das urnas no Brasil.  

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Sem ter o resultado final, o jornal Le Figaro fechou ontem a edição de hoje se perguntando se a candidata petista, Dilma Rousseff, venceria ou não no primeiro turno. O jornal menciona a rápida ascensão de Dilma e afirma que a candidata era completamente desconhecida da população até ser revelada pelo presidente Lula. O Figaro traz ainda destaque para o sistema de voto eletrônico no Brasil, "que garante rapidez e transparência nos resultados".

O diário econômico Les Echos também menciona o que chama de "ascensão estrondosa" de Dilma Rousseff e compara a falta de carisma da candidata à presença carismática do presidente Lula. "Durante a campanha, Dilma tentou se mostrar mais descontraída, mas suas aparições constantes ao lado do presidente Lula acabaram reforçando, por contraste, sua falta de carisma", opina Les Echos.

Já o jornal católico La Croix se interessa pelo futuro do presidente Lula. "Como ocupar o tempo depois de ter dirigido seu próprio país e de ter ganhado tanto reconhecimento nacional e internacional ? Seria uma solução olhar para fora das fronteiras do país?", questiona La Croix. O jornal lembra que a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o ex-presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, acabaram encontrando uma segunda via nas Nações Unidas quando terminaram, recentemente, seus mandatos. O diário católico também lembra os rumores que correram sobre uma possível indicação de Lula para assumir o posto de secretário-geral da ONU, após a saída de Ban Ki Moon. Mas caso continue a fazer carreira no Brasil, diz La Croix, Lula poderia acabar sendo um peso para Dilma Rousseff. "A sombra do presidente Lula pode se tornar um peso para Dilma, principalmente se a economia brasileira não mantiver a boa performance atual. Nesse caso, seriam inevitáveis as comparações com "os anos Lula", conclui La Croix.

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