Nobel da Paz

Dissidente chinês Liu Xiaobo é o escolhido para o Nobel da Paz

Liu Xiaobo foi condenado a 11 de prisão no dia 25 de dezembro de 2009.
Liu Xiaobo foi condenado a 11 de prisão no dia 25 de dezembro de 2009. © Reuters

Preso desde dezembro de 2009, Liu Xiaobo foi condenado por ter defendido a democracia. A China contesta a premiação e diz que escolha vai prejudicar relações com a Noruega. O Dalai Lama, líder tibetano, saúda a escolha e pede libertação do dissidente, reivindicação feita também por vários países.

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Liu Xiaobo, 54 anos, é um dos mais combativos críticos da China desde os protestos estudantis na Praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989. Em dezembro de 2009, ele foi condenado a 11 anos de prisão por fazer campanha pela democracia no país e contra a política de partido único. O ministério das Relações Exteriores da China declarou, através de um comunicado, que a escolha viola a integridade do próprio prêmio e vai prejudicar as relações entre China e Noruega.

O nome de Liu Xiaobo era dado como um dos favoritos. “Ele recebe o prêmio por seus esforços continuos e nao violentos pelos direitos humanos na China”, disse o comitê em seu comunicado. Em entrevista a RFI, a mulher do novo prêmio Nobel disse que ele passa bem na prisão e esta com o moral alto. A Anistia Internacional aproveitou para pedir que a China liberte todos os presos políticos do país.

O chanceler francês, Bernard Kouchner, fez um apelo para que China libere Liu Xiaobo: “A França, como a União Europeia, já exprimiu preocupação com a sua detenção e também reitera o pedido para que ele seja libertado”. Os Estados Unidos e a Alemanha, entre outros países, fizeram eco à importância da escolha e a necessidade de soltar Liu Xiaobo.

 

Maria João Belchior, correspondente da RFI em Pequim

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