Sarkozy visita o papa para reconquistar eleitores católicos, afirmam jornais

O presidente Nicolas Sarkozy foi recebido pelo papa Bento 16 no Vaticano.
O presidente Nicolas Sarkozy foi recebido pelo papa Bento 16 no Vaticano. Reuters

Os jornais franceses desta sexta-feira analisam a visita do presidente Nicolas Sarkozy ao Vaticano. Oficialmente, a viagem visa preparar a presidência francesa do G20, mas a imprensa diz que Sarkozy tenta se reconciliar com a Igreja Católica. A preocupação dos europeus com a alta do euro também é abordada pelos jornais desta sexta-feira.

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Nicolas Sarkozy será recebido nesta sexta-feira pelo papa Bento 16 para tentar reconquistar o eleitorado católico na França, afirma o Le Parisien. O encontro foi pedido pelo presidente francês e oficialmente visa preparar com Bento 16, que também é chefe de Estado, a presidência francesa do G20. Mas o tabloide acredita que a viagem foi organizada por causa das críticas da Igreja Católica sobre as expulsões de ciganos da França durante o verão e principalmente após o discurso do papa, em francês, no dia 22 de agosto, convidando os países a "acolher a diversidade humana".

O La Croix confirma que a visita foi organizada em caráter de emergência pelo Palácio do Eliseu e que ela servirá para acabar com os mal-entendidos e mostrar as boas relações que o presidente tem com os católicos. Esta é a terceira vez que Nicolas Sarkozy e o papa se encontram e o presidente francês, em queda nas pesquisas, vai tentar tirar proveito político da visita, afirma o jornal católico.

Mas Libération destaca um novo escândalo que deve amplificar as críticas contra política francesa sobre os ciganos: o arquivo policial ilegal Mens, sigla para "minorias étnica não sendentárias". O arquivo secreto, cuja existência foi revelada na quinta-feira, estigmatiza os ciganos ao associar delinquência intinerante e as minorias não sedentárias, acusa do jornal. Quatro associações entraram com uma queixa na justiça para saber que autoridade, política ou militar, autorizou a criação do arquivo e se ele ainda existe.

Le Figaro e Les Echos estão preocupados com a alta do euro. O jornal conservador escreve que a valorização da moeda única europeia, que chegou a valer um dólar e 40 centavos na quinta-feira, enfraquece as empresas e as exportações francesas. E os Les Echos denuncia a falta de reação do Banco Central Europeu, que manteve sua taxa de juros inalterada, diante dessa alta que pode afetar o crescimento do bloco.
 

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