França

Ameaças de Ben Laden são destaque da imprensa

O líder da rede terrorista Al Qaeda, Ossam Ben Laden, voltou a ameaçar a França.
O líder da rede terrorista Al Qaeda, Ossam Ben Laden, voltou a ameaçar a França. Reuters

A ameaça de Ben Laden à França estampa as manchetes dos principais jornais do país nesta quinta-feira.Com uma foto do líder da rede terrorista Al Qaeda na capa, o Libération informa que a aplicação da lei que impede o véu integral na França foi a ocasião escolhida por Ben Laden para ameaçar diretamente a França e justificar o sequestro de cinco franceses no norte da África, em setembro.

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O jornal escreve que a declaração de guerra, como chamou a mensagem de áudio revelada pela rede tv Al Jazeera, foi cheia de justificativas e ameaças bem argumentadas. Sua principal reivindicação, lembra o jornal, é a retirada das tropas francesas do Afeganistão e a advertência do líder terrorista não tem ambiguidade alguma quando ele afirma que "assim como vocês matam, vocês morrem".

Em editorial, Libération afirma que as ameaças de Ossama Ben Laden devem ser levadas a sério, lembrando os ataques realizados na Grã Bretanha (2005) e Espanha (2004). Mas o jornal vê um paradoxo: a rede AL Qaeda reforça sua presença na mídia no momento em que sua capacidade operacional enfraquece, por isso considera que essas mensagens sinistras de Ben Laden mais parecem um sinal de fraqueza.

Em editorial, o jornal Le Figaro também afirma que mesmo com a capacidade operacional limitada, Ben Laden, escondido nas montanhas do Paquistão, ainda é capaz de provocar um grande impacto mediático. A organização terrorista sabe usar o mecanismo de comunicação, uma armadilha que os países ocidentais ainda não aprenderam a responder, conclui o jornal conservador.

O L'Humanité dedica sua manchete ao sétimo dia nacional de greve programado nesta quinta-feira contra a reforma da aposentadoria. Sarkozy, ainda não terminou, titula o jornal em referência a uma nova jornada de mobilização e protestos dos opositores da reforma. Para o jornal comunista, a aprovação da proposta do governo pelo parlamento francês não resolve nada porque uma grande maioria dos franceses ainda rejeita uma reforma injusta, escreve o L'Humanité.

Já o Le Parisien destaca um estudo que projeta a demografia na França nos próximos 50 anos. Em 2060 , mais de 200 mil franceses terão mais de 100 anos, informa o jornal. Preparem-se para viver muito tempo, avisa o Le Parisien.
 

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